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Eu também toparia abrir o meu sigilo; quem é eleito não devia ter sigilo, diz Alckmin

Estadão Conteúdo 21/10/2026 20:23

O vice-presidente e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin (PSB), disse nesta quarta-feira, 21, que, caso também fosse exigido, aceitaria abrir seus sigilos telefônico e bancário para comprovar a idoneidade da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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"Perfeitamente abriria os sigilos, claro. Aliás, eu acho que quem é eleito presidente, vice-presidente não devia ter sigilo. Nem fiscal, nem bancário, nem telefônico. A vida pública é pública. Tem que ser transparente. Quem quer ter vida privada vai cuidar do setor privado. Agora, não é possível ter vida pública e não prestar contas à sociedade", disse Alckmin em coletiva de imprensa em São Paulo.

No debate organizado pela TV Bandeirantes e o Estadão no último domingo, Lula propôs que ele e seu adversário na disputa do segundo turno, o senador Flávio Bolsonaro (PL), abrissem os próprios sigilos e os de familiares. O pedido foi protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em resposta, Flávio condicionou a abertura de seus sigilos à inclusão, por parte de Lula, de informações a respeito do sigilo do ex-chefe de gabinete do presidente, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, além de dados de cartões corporativos.

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Sobre as novas exigências por parte do senador, Alckmin disse que Flávio "está dando desculpa" para não conceder as informações. "Flávio Bolsonaro fez 19 exigências para abrir o sigilo. Está dando desculpa. Agora, a campanha do presidente Lula se pronunciou através do ministro Camilo Santana. Nós concordamos com os 19 pontos e podem abrir sigilo", disse Alckmin.

O vice-presidente também criticou a postura do senador no debate presidencial organizado pela TV Bandeirantes e o Estadão. Segundo Alckmin, Flávio foi "desrespeitoso" com Lula, não respondeu aos questionamentos do presidente e contou mentiras. "Quando você ouve aquela conferência dos fatos, o campeão de não responder ou não corresponder aos fatos foi nosso adversário. Impressionante. Não respondeu nenhum dos questionamentos feitos e muitas das informações não batem com os fatos", disse Alckmin.

Ele não respondeu, porém, se a participação de Lula no próximo debate, da TV Globo, agendado para a próxima sexta-feira, está condicionada à presença de checagem em tempo real das falas. O pedido pela checagem à Globo vem sendo ventilado pela equipe do presidente.

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