Balanço da semana mostra açúcar com alta de até 5,06%, carcaça suína em queda de 8,39% e arroba do boi gordo acima de R$ 348; café, milho e grãos também tiveram oscilações
O mercado agropecuário brasileiro encerra a primeira semana de agosto com movimentos distintos entre carnes, grãos e produtos agrícolas. Enquanto o açúcar cristal acumulou forte valorização e a soja conseguiu recuperar parte das perdas dos primeiros dias do mês, o setor de suínos apresentou as quedas mais expressivas. Café e milho terminaram o período em baixa, enquanto o boi gordo sustentou cotação acima do fechamento de julho.
Na pecuária bovina, a arroba do boi gordo chegou a R$ 348,30 em São Paulo. Apesar da redução de 0,07% na última atualização, o preço permanece 0,50% acima dos R$ 346,55 registrados no encerramento de julho. Durante a semana, a arroba chegou a alcançar R$ 350,20 antes de devolver parte dos ganhos.
O mercado de frango teve uma semana marcada por forte queda no início de agosto e recuperação posterior. O congelado terminou cotado a R$ 7,13 por quilo, praticamente no mesmo nível do fechamento de julho, quando valia R$ 7,14. O resfriado ficou em R$ 7,15, exatamente no mesmo patamar observado no último dia do mês passado.
A maior pressão entre as proteínas veio dos suínos. A carcaça suína especial caiu de R$ 8,22 no fechamento de julho para R$ 7,53 por quilo, acumulando desvalorização de 8,39%. No mercado do animal vivo, Santa Catarina também registrou forte retração: o quilo chegou a R$ 4,48, com queda acumulada de 7,63% em agosto.
Minas Gerais encerrou o período com o suíno vivo a R$ 5,05 por quilo, acumulando perda de 4,17%. No Paraná, a cotação ficou em R$ 4,53, e no Rio Grande do Sul, em R$ 4,63. São Paulo apresentou a maior cotação entre os estados analisados, a R$ 5,08 por quilo.
No mercado de café, o arábica fechou a semana cotado a R$ 1.727,89 por saca de 60 quilos. O produto estava em R$ 1.744,18 no encerramento de julho e acumula queda de 0,93% em agosto.
O robusta, espécie à qual pertence o conilon produzido em grande escala no Espírito Santo, também terminou abaixo do fechamento do mês passado. A saca passou de R$ 1.092,56 para R$ 1.090,51, recuo acumulado de 0,19%. O mercado chegou a registrar R$ 1.111,86 durante a semana, mas perdeu força posteriormente.
O grande destaque positivo ficou com o açúcar cristal. Na capital paulista, a saca de 50 quilos avançou de R$ 91,50 para R$ 93,88, valorização de 2,60%. No mercado de Santos, a alta foi ainda mais intensa: o preço passou de R$ 106,29 para R$ 111,67, ganho acumulado de 5,06%.
O milho terminou o período com leve pressão negativa. A saca de 60 quilos foi negociada a R$ 64,84, ante R$ 65,25 no encerramento de julho. A queda acumulada chegou a 0,63%.
A soja conseguiu virar para o campo positivo após recuar nos primeiros dias de agosto. No interior do Paraná, a saca fechou em R$ 137,50, alta de 0,17% em relação ao fim de julho. Em Paranaguá, o avanço foi mais discreto, de 0,05%, com a cotação chegando a R$ 144,98.
O trigo apresentou movimentos opostos nos dois principais mercados acompanhados. No Paraná, a tonelada terminou cotada a R$ 1.414,20, avanço acumulado de 0,59%. No Rio Grande do Sul, o preço recuou para R$ 1.314,40, uma perda de 0,57%.
Assim, a primeira semana de agosto termina com o açúcar liderando as valorizações entre os produtos acompanhados, enquanto a cadeia suína concentra as perdas mais intensas. Boi gordo e soja sustentam ganhos moderados, ao mesmo tempo em que café, milho e parte do mercado de trigo permanecem pressionados.