Saca do arábica chega a R$ 1.606,94 e robusta avança 1,04%; açúcar cristal registra queda em São Paulo e Santos, enquanto milho acumula baixa de 5,72% em outubro
Os preços do café arábica e do robusta apresentam valorização nesta terça-feira (20), enquanto o açúcar cristal e o milho registram queda. Os indicadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq), referentes ao fechamento de segunda-feira (19), mostram movimentos distintos nos mercados agrícolas.
O café arábica alcançou R$ 1.606,94 por saca de 60 quilos, enquanto o robusta foi cotado a R$ 973,27. No mercado de açúcar, as cotações recuaram tanto na capital paulista quanto em Santos. Já o milho manteve a trajetória de desvalorização acumulada ao longo de outubro.
Café arábica sobe 0,36% e ultrapassa R$ 1.600
O café arábica registrou alta de 0,36% no último levantamento, com a saca de 60 quilos negociada a R$ 1.606,94 no indicador Cepea/Esalq.
Na comparação com 16 de outubro, quando o preço era de R$ 1.601,25, houve aumento de R$ 5,69 por saca.
A valorização acumulada no mês chegou a 1,91%, enquanto a cotação em dólares alcançou US$ 318,39.
O arábica apresenta uma sequência de valorizações nos registros mais recentes. Em 13 de outubro, a saca estava cotada a R$ 1.547,28. Desde então, o avanço nominal foi de R$ 59,66.
Café robusta avança 1,04%, mas ainda acumula queda no mês
O café robusta apresentou valorização mais intensa no levantamento diário, com alta de 1,04%.
A saca de 60 quilos foi cotada a R$ 973,27, ante R$ 963,28 no registro anterior. A diferença representa aumento de R$ 9,99 por saca.
Apesar da recuperação, o indicador ainda acumula desvalorização de 1,24% em outubro. Em dólares, a cotação corresponde a US$ 192,84.
O desempenho do robusta tem importância especial para o Espírito Santo, principal estado produtor de café conilon do Brasil.
O conilon pertence à espécie Coffea canephora, a mesma do robusta, e se destaca pela utilização na indústria de café solúvel e em misturas comerciais, além de apresentar crescente valorização no mercado de cafés de qualidade.
As cotações do Cepea/Esalq são referências de mercado e não representam necessariamente os valores pagos em todas as regiões produtoras capixabas.
Açúcar cristal cai na capital paulista
O açúcar cristal branco apresentou leve recuo no mercado de São Paulo.
A saca de 50 quilos foi cotada a R$ 125,62, redução de 0,10% em relação ao levantamento anterior, quando custava R$ 125,74.
A queda corresponde a R$ 0,12 por saca.
Apesar da retração diária, o produto acumula valorização de 3,72% em outubro. A cotação em dólares ficou em US$ 24,89 por saca.
Açúcar em Santos recua 0,87%
No mercado de Santos, o açúcar cristal também registrou queda, mas em percentual superior ao observado na capital paulista.
O indicador FOB, calculado com base em preços sem impostos, ficou em R$ 137,30 por saca de 50 quilos, com desvalorização de 0,87%.
No levantamento anterior, a cotação era de R$ 138,50, o que representa redução de R$ 1,20 por saca.
Mesmo com a baixa, o açúcar negociado em Santos acumula valorização de 9,30% em outubro, percentual superior ao registrado no mercado da capital.
A cotação em dólares foi de US$ 27,15 por saca.
Milho cai para R$ 64,74 e acumula perda de 5,72% no mês
O milho também apresentou desvalorização no levantamento referente a segunda-feira.
A saca de 60 quilos foi cotada a R$ 64,74, queda de 0,17% em relação ao registro anterior, quando o preço estava em R$ 64,85.
A redução foi de R$ 0,11 por saca.
No acumulado de outubro, o milho apresenta desvalorização de 5,72%, a maior perda mensal entre os produtos acompanhados neste boletim.
Em dólares, a cotação corresponde a US$ 12,83 por saca.
O milho é uma importante matéria-prima para a fabricação de rações destinadas à avicultura, à suinocultura e à pecuária. Por isso, suas oscilações são acompanhadas por produtores e indústrias que dependem do grão para a alimentação animal.
Mercado agrícola apresenta movimentos distintos em outubro
Embora as cotações diárias indiquem alta dos dois tipos de café e queda do açúcar e do milho, os resultados acumulados no mês mostram diferenças importantes.
O arábica registra valorização de 1,91%, enquanto o robusta ainda apresenta perda de 1,24%.
No mercado de açúcar cristal, os ganhos mensais chegam a 3,72% em São Paulo e 9,30% em Santos, apesar das quedas observadas no levantamento mais recente.
O milho, por sua vez, permanece em trajetória de baixa, com desvalorização acumulada de 5,72%.
Os números mostram que variações pontuais podem ocorrer em sentido contrário ao desempenho mensal dos produtos, razão pela qual o acompanhamento das cotações deve considerar tanto o movimento diário quanto o resultado acumulado.
Entenda a diferença entre café arábica e robusta
O café arábica e o robusta pertencem a espécies diferentes e apresentam características próprias de cultivo, composição e perfil sensorial.
O arábica, da espécie Coffea arabica, é conhecido por sua diversidade de aromas e sabores e tem forte presença nos mercados de cafés especiais. Minas Gerais está entre seus principais polos produtores no Brasil.
O robusta pertence à espécie Coffea canephora, que também inclui o conilon cultivado principalmente no Espírito Santo. Em geral, esses cafés apresentam maior teor de cafeína e são amplamente utilizados na indústria de café solúvel e na composição de blends.
A diferenciação é importante para interpretar os indicadores, já que os preços variam conforme a espécie, a qualidade dos grãos, a região de comercialização e as condições de mercado.
Os dados divulgados nesta terça-feira (20) correspondem às cotações apuradas em 19 de outubro de 2026 pelo Cepea/Esalq.