Arroba bovina é cotada a R$ 380,70 em São Paulo; carcaça suína sobe 1,29% e chega a R$ 10,18 por quilo, segundo indicadores do Cepea/Esalq
O mercado de proteínas animais apresenta comportamentos distintos nesta terça-feira (20). Enquanto os preços do boi gordo e do frango permanecem estáveis, a carcaça suína especial registra valorização no atacado da Grande São Paulo. Os dados são dos indicadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq), referentes às negociações de segunda-feira (19).
Boi gordo mantém cotação de R$ 380,70 por arroba
O preço do boi gordo apresenta estabilidade no mercado paulista, com a arroba negociada a R$ 380,70, sem variação em relação ao levantamento anterior, de 16 de outubro.
Apesar da estabilidade diária, o indicador acumula valorização de 4,50% em outubro. Em dólares, a arroba corresponde a US$ 75,01.
Na comparação com 13 de outubro, quando a cotação estava em R$ 378, o avanço é de R$ 2,70 por arroba.
O indicador do boi gordo Cepea/Esalq é uma referência para o acompanhamento dos preços da pecuária de corte, refletindo as condições de negociação dos animais destinados ao abate.
Frango congelado e resfriado apresentam estabilidade
As cotações do frango também permaneceram inalteradas nas regiões da Grande São Paulo, São José do Rio Preto e Descalvado, no interior paulista.
O quilo do frango congelado está cotado a R$ 8,49, sem variação diária. No acumulado de outubro, o produto registra alta de 2,29%.
Já o frango resfriado é negociado a R$ 8,51 por quilo, igualmente estável em relação ao levantamento anterior, com valorização de 2,41% no mês.
Os dois produtos registraram aumento de preços em 15 de outubro e, desde então, mantêm os valores observados nos indicadores.
A diferença de cotação entre o frango congelado e o resfriado é de R$ 0,02 por quilo.
Carcaça suína sobe 1,29% e acumula alta de 19,76% no mês
O principal destaque de valorização é a carcaça suína especial, negociada no atacado da Grande São Paulo.
O preço médio alcançou R$ 10,18 por quilo, aumento de 1,29% em relação ao levantamento de 16 de outubro, quando o produto custava R$ 10,05.
A elevação corresponde a R$ 0,13 por quilo entre os dois registros.
No acumulado de outubro, a carcaça suína especial apresenta valorização de 19,76%, a maior variação mensal entre os indicadores de proteínas animais apresentados no boletim.
Suíno vivo registra alta em cinco estados
O mercado de suíno vivo também apresentou valorização em todos os cinco estados acompanhados pelo Cepea/Esalq.
Minas Gerais registra o maior preço, de R$ 6,96 por quilo, com aumento diário de 0,14% e valorização acumulada de 13,36% no mês.
Em São Paulo, o quilo do suíno vivo é negociado a R$ 6,82, após alta diária de 0,74%. O estado acumula aumento de 17,99% em outubro, o maior percentual mensal entre os estados pesquisados.
No Paraná, a cotação está em R$ 5,93, com avanço de 0,34% no dia e 10,43% no mês.
No Rio Grande do Sul, o preço chega a R$ 5,92 por quilo, com valorização diária de 1,89%, a maior entre os estados analisados. A alta acumulada em outubro é de 12,33%.
Santa Catarina apresenta a menor cotação do levantamento, de R$ 5,88 por quilo. Mesmo assim, o estado registra aumento de 0,86% na comparação diária e de 12% no acumulado mensal.
Os indicadores de Minas Gerais e São Paulo correspondem a preços na modalidade posto, enquanto Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina utilizam valores na modalidade a retirar.
Cotações mostram diferenças entre os mercados
Os dados desta terça-feira revelam estabilidade nas negociações do boi gordo e do frango, enquanto o segmento suíno mantém trajetória de valorização.
No caso do boi gordo, o avanço acumulado de 4,50% em outubro contrasta com a estabilidade observada no levantamento mais recente.
Para o frango, os aumentos mensais são mais moderados, de 2,29% para o congelado e 2,41% para o resfriado.
Já a carcaça suína especial se destaca pela valorização de 19,76% no mês, acompanhada de aumentos nos preços do suíno vivo nos cinco estados pesquisados.
As cotações são referências dos mercados acompanhados pelo Cepea/Esalq e não representam necessariamente os preços encontrados pelo consumidor nos supermercados e açougues.