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Arrecadação federal chega a R$ 2,35 trilhões em 2026 e cresce 6,97%

Receita Federal registra R$ 239,4 bilhões em setembro, impulsionada por tributos sobre renda, Previdência e importações

Vitória News 23/10/2026 10:48

A arrecadação de impostos, contribuições e outras receitas federais atingiu R$ 239,4 bilhões em setembro de 2026, crescimento real de 5,62% em comparação com o mesmo mês do ano passado. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (22) pela Receita Federal.

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Com o resultado, o governo federal acumulou R$ 2,351 trilhões em receitas entre janeiro e setembro, avanço de 6,97% em relação aos nove primeiros meses de 2025, já descontada a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

O desempenho foi influenciado principalmente pelo aumento das contribuições previdenciárias, dos tributos sobre o faturamento das empresas e da arrecadação de impostos incidentes sobre rendimentos financeiros e lucros empresariais.

Considerando apenas as receitas diretamente administradas pela Receita Federal, o recolhimento chegou a R$ 231,4 bilhões em setembro, alta real de 5,03%. No acumulado do ano, essas receitas somaram aproximadamente R$ 2,25 trilhões, crescimento de 6,89%.

Previdência arrecada R$ 64,6 bilhões em setembro

A arrecadação previdenciária foi um dos principais componentes do resultado mensal, alcançando R$ 64,6 bilhões, com crescimento real de 6,18% em relação a setembro de 2025.

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Segundo a Receita Federal, o desempenho está relacionado ao aumento de 1,72% na massa salarial real registrada em agosto, além da expansão de 7,42% na arrecadação previdenciária do Simples Nacional.

Outro fator foi o crescimento de 14,88% nas compensações tributárias utilizadas para quitar débitos previdenciários.

A Receita também apontou os efeitos da retomada gradual da tributação da folha de pagamentos de determinados setores e das contribuições patronais dos municípios.

Entre janeiro e setembro, as receitas previdenciárias totalizaram R$ 575,9 bilhões, alta real de 5,16%.

Impostos sobre importações apresentam alta de 21%

A tributação sobre produtos importados registrou uma das maiores variações do mês.

Em setembro, a arrecadação desses tributos alcançou R$ 13,3 bilhões, crescimento real de 21,07% na comparação anual.

De acordo com a Receita Federal, o resultado foi influenciado pelo aumento das importações e pela elevação das alíquotas efetivas de tributação.

O órgão também registrou redução de 4,15% na taxa média de câmbio em relação ao mesmo período do ano anterior.

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A combinação desses fatores contribuiu para ampliar o recolhimento federal sobre as operações de comércio exterior.

Imposto sobre investimentos também cresce

O Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) incidente sobre rendimentos de capital arrecadou R$ 12,06 bilhões em setembro.

O valor representa crescimento real de 9,68% em comparação com o mesmo mês de 2025.

Segundo a Receita Federal, o avanço foi impulsionado principalmente pela tributação de aplicações financeiras de renda fixa e de dividendos.

No acumulado dos nove primeiros meses do ano, a arrecadação do IRRF sobre rendimentos de capital chegou a R$ 131,15 bilhões, aumento real de 17,57%.

O desempenho desse tributo se destacou entre as principais fontes de receita do governo federal em 2026.

Tributos pagos pelas empresas reforçam resultado

A arrecadação do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) também contribuiu para o crescimento das receitas federais.

Entre janeiro e setembro, os dois tributos somaram R$ 444,2 bilhões, alta real de 5,76%.

Já o PIS/Pasep e a Cofins, contribuições incidentes sobre diferentes operações e receitas empresariais, arrecadaram R$ 466,55 bilhões no mesmo período.

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O crescimento real foi de 4,1% em relação aos nove primeiros meses de 2025.

A Receita Federal destacou ainda a contribuição do Imposto de Exportação incidente sobre óleo bruto para o desempenho da arrecadação.

Crescimento considera inflação descontada

Os percentuais divulgados pela Receita Federal representam crescimento real, ou seja, levam em consideração a correção dos valores pela inflação oficial.

Essa metodologia permite comparar o desempenho da arrecadação em diferentes períodos sem confundir o aumento nominal dos valores com o ganho efetivo de receita.

O crescimento de 6,97% registrado entre janeiro e setembro indica que a arrecadação federal avançou acima da inflação na comparação com o mesmo intervalo de 2025.

Apesar disso, o aumento das receitas não significa, isoladamente, melhora equivalente nas contas públicas. O resultado fiscal também depende das despesas do governo, do pagamento de juros e de outros fatores orçamentários.

Com R$ 2,351 trilhões arrecadados até setembro, a evolução dos tributos sobre salários, consumo, lucros e investimentos continuará sendo acompanhada para avaliar o desempenho das receitas federais no último trimestre de 2026.

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