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Agro Brasil semanal: café arábica e carne suína sobem, enquanto soja recua

Indicadores do Cepea/Esalq mostram valorização do café e da carcaça suína, estabilidade do frango e queda nos preços dos grãos

Vitória News 23/10/2026 07:50
Agro Brasil semanal: café arábica e carne suína sobem, enquanto soja recua
Imagem gerada por IA/VN

O mercado brasileiro de commodities agropecuárias apresentou movimentos distintos nesta semana. O café arábica e a carcaça suína especial registraram valorização, enquanto a soja perdeu valor no interior do Paraná e no Porto de Paranaguá. O boi gordo apresentou pequena oscilação negativa e o frango congelado permaneceu estável.

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O levantamento utiliza os indicadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq), com comparação entre 16 e 21 de outubro de 2026, últimos fechamentos completos e comparáveis confirmados para o conjunto de produtos.

Como os dados de quinta-feira (22) ainda não estavam integralmente disponíveis nas fontes consultadas, os percentuais apresentados representam a evolução parcial da semana, e não o fechamento definitivo desta sexta-feira (23).

Café arábica registra valorização

O café arábica apresentou desempenho positivo no período analisado. A saca de 60 quilos passou de R$ 1.601,25, em 16 de outubro, para R$ 1.620,92, no dia 21.

A valorização acumulada foi de aproximadamente 1,23%.

O café robusta também apresentou aumento, embora de menor intensidade. A saca passou de R$ 963,28 para R$ 968,87, avanço de 0,58%.

A diferença entre os indicadores reforça que os dois mercados podem apresentar comportamentos distintos, apesar de integrarem a cadeia produtiva do café.

O robusta, grupo ao qual pertence o café conilon cultivado no Espírito Santo, possui grande importância para a economia capixaba.

Soja acumula perdas no Paraná e em Paranaguá

A soja apresentou desvalorização nas duas referências acompanhadas pelo Cepea/Esalq.

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No interior do Paraná, a saca de 60 quilos passou de R$ 148,77 para R$ 146,18, queda de aproximadamente 1,74%.

No Porto de Paranaguá, a cotação recuou de R$ 154,61 para R$ 152,13, redução de 1,60%.

Os dois indicadores encerraram o período analisado abaixo dos preços registrados na sexta-feira anterior.

A diferença entre os valores do interior paranaense e do porto reflete as características de cada praça de comercialização, incluindo condições logísticas e comerciais.

Milho também apresenta redução

O milho acompanhou o movimento negativo registrado no mercado de grãos.

O indicador Esalq/BM&FBovespa passou de R$ 64,85 para R$ 64,30 por saca de 60 quilos.

A redução foi de aproximadamente 0,85% entre os dois fechamentos.

O desempenho do milho é acompanhado especialmente por produtores de aves e suínos, uma vez que o cereal representa um componente importante na composição das rações utilizadas nas atividades pecuárias.

Boi gordo registra pequena queda

No mercado pecuário, o indicador do boi gordo em São Paulo apresentou relativa estabilidade.

A arroba passou de R$ 380,70, em 16 de outubro, para R$ 380,40 no fechamento de quarta-feira (21).

A variação negativa foi de aproximadamente 0,08%.

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O resultado indica uma oscilação limitada no período, sem alterações expressivas no indicador utilizado como referência para o mercado paulista.

Frango mantém estabilidade nos preços

O frango congelado apresentou estabilidade no período analisado.

No mercado atacadista paulista, o preço permaneceu em R$ 8,49 por quilo.

O frango resfriado registrou uma pequena redução, passando de R$ 8,51 para R$ 8,50 por quilo.

A variação foi de aproximadamente 0,12%, também caracterizando um comportamento de preços praticamente estáveis.

Os valores representam referências do mercado atacadista e não correspondem necessariamente aos preços encontrados pelo consumidor nos supermercados.

Carcaça suína especial apresenta valorização

Entre os produtos de origem animal, a carcaça suína especial registrou um dos movimentos mais expressivos.

Na Grande São Paulo, a cotação passou de R$ 10,05 para R$ 10,38 por quilo, aumento de aproximadamente 3,28%.

O avanço ocorreu principalmente nos primeiros dias da semana, com o indicador alcançando R$ 10,18 na segunda-feira (19) e R$ 10,38 na terça-feira (20), mantendo esse valor no fechamento seguinte.

No mercado de suíno vivo, as cotações de quarta-feira (21) apresentaram diferenças regionais.

Em Minas Gerais, o quilo foi negociado a R$ 6,96, enquanto São Paulo registrou R$ 6,93.

No Paraná, o valor foi de R$ 6,01. Santa Catarina apresentou cotação de R$ 5,95 e o Rio Grande do Sul, R$ 5,92.

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Esses preços correspondem a diferentes praças de comercialização e devem ser considerados conforme as condições específicas de cada mercado.

Balanço das principais commodities

Considerando os fechamentos de 16 e 21 de outubro, o levantamento apresenta os seguintes resultados:

Café arábica: R$ 1.620,92 por saca de 60 kg, alta de 1,23%.

Café robusta: R$ 968,87 por saca de 60 kg, alta de 0,58%.

Soja no interior do Paraná: R$ 146,18 por saca de 60 kg, queda de 1,74%.

Soja em Paranaguá: R$ 152,13 por saca de 60 kg, queda de 1,60%.

Milho: R$ 64,30 por saca de 60 kg, queda de 0,85%.

Boi gordo em São Paulo: R$ 380,40 por arroba, queda de 0,08%.

Frango congelado em São Paulo: R$ 8,49 por quilo, estabilidade.

Frango resfriado em São Paulo: R$ 8,50 por quilo, queda de 0,12%.

Carcaça suína especial: R$ 10,38 por quilo, alta de 3,28%.

Mercado encerra período com comportamentos distintos

Os indicadores mostram que não houve uma tendência única para os principais produtos agropecuários brasileiros.

Enquanto o café arábica e a carcaça suína especial apresentaram valorização, soja e milho registraram perdas. O boi gordo e o frango tiveram variações limitadas.

Para produtores rurais, cooperativas e empresas do setor, o acompanhamento das cotações permite observar mudanças de preços nas principais cadeias produtivas.

O fechamento definitivo da semana dependerá da consolidação dos indicadores referentes aos últimos dias de negociação, especialmente quinta-feira (22) e sexta-feira (23).

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