Ceasa-ES registra variações nos preços de frutas, verduras e legumes nesta quinta-feira (22); café conilon chega a R$ 890 na Cooabriel
O Mercado Agro ES desta quinta-feira, 22 de outubro de 2026, apresenta movimentos distintos nas cotações dos hortifrutigranjeiros comercializados na Ceasa-ES, na Grande Vitória. Na comparação com quarta-feira (21), produtos como tomate-cereja, mamão Formosa e berinjela ficaram mais caros, enquanto batata, chuchu, cebola e algumas variedades de banana registraram queda.
No mercado cafeeiro, a Cooperativa Agrária dos Cafeicultores de São Gabriel (Cooabriel) divulgou novas cotações para o café conilon, com valores entre R$ 880 e R$ 890 por saca de 60 quilos nas três principais classificações.
Os dados da Ceasa-ES mostram diferenças importantes entre os produtos, reforçando a necessidade de observar as variedades e os padrões comerciais na comparação dos preços.
Tomate-cereja tem alta de 47% na Ceasa-ES
Entre os produtos que apresentaram valorização, o tomate-cereja registrou uma das maiores variações percentuais. O preço intermediário passou de R$ 2,83 para R$ 4,17 por quilo, avanço de aproximadamente 47,3% em apenas um dia.
A berinjela extra também ficou mais cara, passando de R$ 3,00 para R$ 4,05 por quilo, aumento de 35%.
Outro destaque foi o quiabo extra, que subiu de R$ 4,92 para R$ 7,10 por quilo, valorização de 44,3%.
Entre as hortaliças, a couve-flor branca graúda passou de R$ 23,00 para R$ 26,00 por engradado de oito unidades, alta de aproximadamente 13%.
As variações representam os preços observados no mercado atacadista e não significam, necessariamente, reajustes na mesma proporção para os consumidores.
Batata, cebola e chuchu ficam mais baratos
Na direção contrária, alguns produtos importantes para o abastecimento registraram redução de preços.
A batata lisa Ágata especial passou de R$ 4,05 para R$ 3,43 por quilo, recuo de 15,3%.
O chuchu extra apresentou queda de 19,7%, passando de R$ 1,17 para R$ 0,94 por quilo.
Já a cebola amarela C3 foi cotada a R$ 6,88 por quilo, contra R$ 7,56 no dia anterior, redução de aproximadamente 9%.
Entre os produtos com preços estáveis, a couve permaneceu em R$ 4,55 por quilo e a abóbora japonesa continuou cotada a R$ 2,11.
Banana-prata cai, mas mamão Formosa registra alta
No setor de frutas, a banana-prata de primeira apresentou redução expressiva. O preço passou de R$ 2,54 para R$ 1,94 por quilo, queda de aproximadamente 23,6%.
A banana-prata extra, entretanto, seguiu na direção oposta, subindo de R$ 4,33 para R$ 4,50 por quilo.
O mamão Formosa também ficou mais caro, passando de R$ 5,67 para R$ 6,83 por quilo, alta de 20,5%.
Entre as frutas que registraram queda, o melão orange passou de R$ 11,98 para R$ 10,31 por quilo, redução de aproximadamente 13,9%.
A melancia redonda graúda permaneceu estável em R$ 2,50 por quilo, enquanto a laranja-pera, na classificação tipo 96–140, manteve a cotação de R$ 2,00.
Café conilon: confira as cotações da Cooabriel
A Cooabriel divulgou às 9h41 desta quinta-feira (22) os preços das quatro classificações de café conilon.
O conilon tipo 7 foi cotado a R$ 890 por saca de 60 quilos. O tipo 7/8 registrou R$ 885, enquanto o tipo 8 apresentou preço de R$ 880.
A categoria escolha conilon foi cotada a R$ 400 por saca.
As cotações divulgadas são:
Conilon 7: R$ 890,00 por saca de 60 kg.
Conilon 7/8: R$ 885,00 por saca de 60 kg.
Conilon 8: R$ 880,00 por saca de 60 kg.
Escolha conilon: R$ 400,00 por saca de 60 kg.
O gráfico de acompanhamento dos últimos dias indica uma trajetória de leve recuo nas principais classificações do conilon ao longo da semana. Para quantificar a variação específica entre quarta e quinta-feira, é necessário considerar os valores exatos registrados no fechamento anterior.
Preços do atacado orientam produtores e comerciantes
As cotações da Ceasa-ES são referências do mercado atacadista e podem variar conforme oferta, qualidade, classificação e condições de comercialização.
Os valores não correspondem necessariamente aos encontrados em supermercados, feiras livres e hortifrutis, onde também são considerados os custos de transporte, armazenamento e operação.
A comparação entre os boletins de 21 e 22 de outubro mostra que a movimentação dos preços não foi uniforme. Enquanto alguns produtos apresentaram altas expressivas, outros ficaram mais baratos ou permaneceram estáveis.
O acompanhamento diário dessas mudanças permite identificar tendências de curto prazo e oferece informações relevantes para produtores rurais, comerciantes e consumidores do Espírito Santo.
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