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Economia

Presidente do BC do Japão diz que pode elevar juros se inflação representar maior risco

Estadão Conteúdo 03/06/2026 10:57

O Banco do Japão (BoJ, pela sigla em inglês) pode olhar além da incerteza no Oriente Médio e elevar a taxa de juros se a inflação passar a representar um risco maior para a economia do que a possibilidade de desaceleração do crescimento, afirmou nesta quarta-feira, 3, o presidente da instituição, Kazuo Ueda.

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"Mesmo que a situação permaneça incerta, caso se julgue que os riscos de alta para os preços superam os riscos de baixa para a atividade econômica, será necessário discutir cuidadosamente os prós e contras de elevar a taxa de juros de política monetária", disse Ueda em discurso.

"O banco continuará elevando a taxa de juros de política monetária em um ritmo apropriado", acrescentou, em observações que tendem a reforçar as expectativas do mercado por uma alta na próxima reunião do BoJ, em junho.

Antes do discurso, na tarde desta quarta-feira (pelo horário de Tóquio), os mercados já precificavam probabilidade superior a 80% de elevação de juros ainda neste mês.

O conselho de política do BoJ tem demonstrado preocupação crescente com o impacto que o choque de energia provocado pelas tensões no Oriente Médio pode ter sobre a dinâmica da inflação.

Ueda afirmou que os riscos altistas para os preços podem se materializar antes dos efeitos negativos sobre a atividade.

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Com um ciclo positivo de salários e preços em andamento e juros reais profundamente negativos, a alta do petróleo tem se tornado cada vez mais propensa a gerar efeitos secundários que empurrem a inflação subjacente acima das projeções, disse.

Segundo Ueda, empresas japonesas, que por décadas relutaram em repassar aumentos após um longo período de deflação, passaram recentemente a adotar estratégias de precificação mais agressivas. Isso aumenta a chance de que custos mais altos de energia sejam transferidos ao consumidor.

O PMI composto de maio da S&P Global, que mede a atividade da indústria e de serviços, mostrou que as pressões de custos voltaram a se intensificar. Os preços de insumos avançaram no ritmo mais forte em 43 meses, enquanto a inflação dos preços cobrados acelerou para um novo recorde.

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Um iene fraco segue como outro ponto de pressão inflacionária.

Apesar da intervenção recorde do Japão no mercado de câmbio no último mês, a moeda voltou a se enfraquecer em direção a 160 ienes por dólar.

Mais cedo, a ministra das Finanças, Satsuki Katayama, reiterou um alerta verbal ao mercado de que o governo está pronto para adotar medidas apropriadas para defender a moeda. Fonte: Dow Jones Newswires.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

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