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Economia

Chuvas favorecem soja em Mato Grosso e dificultam lavouras no Sul

Monitoramento da Conab referente a outubro aponta avanço da semeadura em áreas com umidade adequada e perdas de qualidade no trigo

Vitória News 05/11/2026 06:44
Chuvas favorecem soja em Mato Grosso e dificultam lavouras no Sul
Imagem gerada por IA/VN

A distribuição das chuvas provocou efeitos distintos nas lavouras brasileiras em outubro. Enquanto a recuperação da umidade favoreceu a semeadura da soja em Mato Grosso, o excesso de água interrompeu trabalhos em Mato Grosso do Sul e dificultou a colheita do trigo na Região Sul.

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O cenário consta no Boletim de Monitoramento Agrícola da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado em 23 de outubro, com informações do período de 1º a 21 daquele mês. O documento foi elaborado em parceria com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Grupo de Monitoramento Global da Agricultura (GLAM).

Em Mato Grosso, o plantio da soja havia ultrapassado 60% da área prevista e avançava em todas as macrorregiões. A melhora da umidade do solo permitiu aos produtores acelerar a implantação das lavouras de verão.

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Em Goiás, as condições eram desiguais. No sudoeste, os trabalhos avançavam com expectativa, naquele momento, de conclusão ainda em outubro. No sul do estado, alguns municípios intensificavam a semeadura, enquanto outros enfrentavam interrupções devido à rápida perda de umidade após o preparo do solo.

Já em Mato Grosso do Sul, a umidade elevada levou à paralisação temporária do plantio da soja na maior parte das regiões produtoras. No norte e no nordeste do estado, as chuvas mais esparsas permitiram a continuidade das operações.

No Paraná, a colheita do trigo havia alcançado 75% da área plantada, mas o excesso de chuva comprometeu a qualidade dos grãos. O boletim apontou peso hectolítrico, indicador utilizado na avaliação do cereal, abaixo do esperado.

As lavouras de soja já implantadas apresentavam boas condições na maior parte do estado. A umidade excessiva, porém, elevava os riscos de falhas de germinação e problemas com plantas daninhas, pragas e doenças.

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No milho de primeira safra, granizo e ventos provocaram desfolha em áreas pontuais do Paraná. Também houve aumento da presença de lagartas e tripes.

No Rio Grande do Sul, as chuvas intensas e a menor luminosidade reduziram o ritmo da colheita do trigo. Grande parte das lavouras estava em enchimento de grãos e maturação, fases que exigiam atenção ao risco de doenças da espiga.

Os produtores gaúchos de soja aguardavam a redução do encharcamento e períodos secos para acelerar a semeadura. No arroz, cerca de 40% da área prevista havia sido plantada na primeira quinzena de outubro. O solo saturado dificultava as operações, elevava custos e prejudicava o desenvolvimento inicial das plantas.

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Mais de 80% da área de milho de primeira safra já estava semeada no estado. A combinação de nebulosidade persistente, temperaturas amenas e umidade elevada aumentava a pressão de doenças.

Em Santa Catarina, a semeadura do arroz havia passado da metade da área prevista, com dificuldades tanto para o plantio quanto para o crescimento inicial. No trigo, a chuva contínua ampliava o risco de doenças fúngicas, como giberela, ferrugens, oídio e manchas foliares.

Em São Paulo, parte expressiva do trigo colhido apresentava qualidade abaixo do padrão exigido pela indústria moageira. A umidade também dificultava a entrada de máquinas nas lavouras.

Em Minas Gerais, o plantio da soja avançava nas áreas de sequeiro. Já em partes do Norte e do Nordeste, a baixa ocorrência de chuvas atrasava a semeadura.

Apesar das dificuldades localizadas, os índices de vegetação estavam acima da média histórica em todas as regiões monitoradas pela Conab no período.

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