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Economia

Greer prevê concluir investigação comercial dos EUA nos próximos meses; Brasil pode ser afetado

Estadão Conteúdo 04/05/2026 13:33

O representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), Jamieson Greer, afirmou esperar concluir já no verão do Hemisfério Norte as investigações comerciais abertas pelo governo americano, que podem afetar o Brasil, e ressaltou a relevância da arrecadação com tarifas. "Ainda há uma quantidade significativa de receita tarifária entrando", disse em entrevista à CNBC. Ele, no entanto, não citou países específicos.

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As apurações, conduzidas com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 - instrumento que permite aos EUA investigar e reagir a práticas estrangeiras consideradas desleais -, foram abertas em março e abrangem o Brasil, a União Europeia (UE) e outros 58 mercados. O foco inclui possíveis práticas como a entrada de bens produzidos com trabalho forçado e, em alguns casos, excesso de capacidade industrial, que, na avaliação de Washington, podem prejudicar empresas americanas.

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As investigações foram abertas após o revés sofrido pelo governo de Donald Trump na Suprema Corte americana, que considerou ilegal o tarifaço recíproco aplicado pelo presidente americano contra vários países em abril do ano passado.

Desde o anúncio das apurações, o USTR tem sinalizado intenção de acelerar o processo, com consultas a governos estrangeiros e coleta de contribuições públicas antes de eventuais medidas. Em março, Greer já havia dito que a apuração poderia avançar "em questão de meses", com possibilidade de quantificar danos ao comércio dos EUA e adotar respostas, incluindo tarifas.

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A iniciativa ocorre após reveses judiciais a parte das tarifas anteriores e é vista como uma tentativa de estabelecer base legal mais robusta para novas medidas comerciais. Países afetados já reagiram anteriormente: a China classificou a investigação como "unilateral", enquanto economias asiáticas contestaram premissas sobre capacidade produtiva e saldos comerciais.

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