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Família Bolsonaro garante 4 cadeiras no Congresso e R$ 185 mil por mês

12/10/2026 13:15
Família Bolsonaro garante 4 cadeiras no Congresso e R$ 185 mil por mês

Por Marcelo Rossoni

Na família Bolsonaro, a eleição de 2026 garantiu quatro cadeiras no Congresso Nacional e uma soma respeitável em salários: R$185.464,76 brutos por mês, considerando a remuneração vigente. Michelle, Carlos, Jair Renan e Renato foram eleitos. A política pode dividir o país, mas continua reunindo a família.

Michelle Bolsonaro, a terceira e atual esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi eleita senadora pelo Distrito Federal com 938.496 votos e receberá R$46.366,19 brutos por mês. Trocará a condição de ex-primeira-dama pela de parlamentar com mandato próprio, de oito anos, e remuneração correspondente.

Carlos Bolsonaro, o Carlucho, filho do ex-presidente, conquistou uma vaga no Senado por Santa Catarina com 2.041.840 votos e receberá R$46.366,19 brutos mensais. Depois de uma longa trajetória como vereador no Rio de Janeiro, encontrou no eleitorado catarinense o caminho para oito anos no Senado. O endereço eleitoral mudou; o sobrenome dispensou apresentação.

Jair Renan Bolsonaro, também filho de Jair, foi eleito deputado federal por Santa Catarina com 131.555 votos e receberá R$46.366,19 brutos por mês. Vereador de Balneário Camboriú, seguirá para seu primeiro mandato no Congresso, agora com quatro anos pela frente.

Renato Bolsonaro, irmão do ex-presidente e tio dos três filhos envolvidos na política nacional, conquistou uma cadeira de deputado federal por São Paulo com 379.312 votos e receberá R$46.366,19 brutos mensais. Na distribuição das vagas, houve espaço para esposa, filhos e irmão. As cadeiras são diferentes, mas o contracheque tem o mesmo tamanho.

Os R$185.464,76 mensais correspondem exclusivamente à soma dos salários brutos dos quatro eleitos, antes dos descontos, quando assumirem os novos mandatos e caso seja mantido o valor atual. Verbas de gabinete e cotas parlamentares custeiam o exercício das funções e não constituem renda pessoal. A conta também não inclui aposentadorias ou outros rendimentos familiares.

Flávio Bolsonaro, filho mais velho do ex-presidente, disputa o segundo turno da eleição presidencial contra Lula. Seu mandato de senador pelo Rio de Janeiro termina em 31 de janeiro de 2027. Portanto, se perder a corrida ao Planalto, apenas o restante do mandato atual. Não haverá mais quatro anos de Senado à sua espera: a cadeira também tem prazo de validade. Terá que trabalhar.


Se Flávio vencer, receberá, pelo valor vigente para a Presidência, R$46.366,19 brutos mensais. Nesse cenário, os salários dele e dos quatro familiares eleitos somarão R$231.830,95 por mês. Essa parcela adicional, contudo, depende do resultado do segundo turno, marcado para 25 de outubro.

Eduardo Bolsonaro, conhecido entre seus críticos como Bananinha, ficou fora dessa colheita eleitoral. Nos Estados Unidos, perdeu o mandato de deputado federal por faltas e foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo. A condenação, que o tornou inelegível, foi mantida após recurso. Não integra, portanto, a soma dos salários dos eleitos.

O eleitor vota em cada candidato, mas o resultado permite uma fotografia de família: dois senadores, dois deputados federais e um postulante à Presidência. O sobrenome Bolsonaro segue com presença expressiva no poder. No álbum desta eleição, a renovação chegou acompanhada de parentes conhecidos.

Marcelo Rossoni é jornalista

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