Arábica acumula valorização de 2,11% em outubro, enquanto robusta cai 0,54% e milho registra perda mensal de 6,31%, segundo o Cepea/Esalq

O mercado agrícola apresenta movimentos distintos nesta quarta-feira (21). O café arábica mantém a trajetória de valorização e ultrapassa R$ 1.610 por saca de 60 quilos, enquanto o robusta registra queda. Os preços do açúcar cristal e do milho também apresentam recuo, segundo os indicadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq).
Os dados correspondem às negociações de terça-feira (20) e mostram que, apesar dos aumentos recentes do arábica, o mercado de robusta continua acumulando perdas em outubro. O milho também permanece em trajetória de desvalorização.
Café arábica sobe 0,20% e alcança R$ 1.610,14
A saca de 60 quilos do café arábica foi cotada a R$ 1.610,14, com valorização diária de 0,20%.
No levantamento anterior, o preço era de R$ 1.606,94, o que representa aumento de R$ 3,20 por saca.
O produto acumula alta de 2,11% em outubro. Em dólares, a cotação corresponde a US$ 320,68.
O arábica apresenta uma sequência de cinco altas nos levantamentos disponibilizados, passando de R$ 1.571,19, em 14 de outubro, para o valor atual.
Nesse intervalo, a valorização nominal foi de R$ 38,95 por saca.
Café robusta recua 0,54% e volta a ficar abaixo de R$ 970
O café robusta apresentou movimento contrário ao do arábica, com desvalorização de 0,54%.
A saca de 60 quilos foi negociada a R$ 967,97, ante R$ 973,27 no levantamento anterior.
A queda corresponde a R$ 5,30 por saca e ocorre após a valorização de 1,04% registrada no dia anterior.
No acumulado de outubro, o robusta apresenta perda de 1,78%. Em dólares, a cotação ficou em US$ 192,78.
O comportamento desse mercado é acompanhado com atenção no Espírito Santo, principal produtor brasileiro de café conilon.
O conilon pertence à espécie Coffea canephora, assim como o robusta, mas apresenta características agronômicas e comerciais próprias. Por isso, o indicador nacional de robusta não deve ser confundido com as cotações específicas divulgadas por cooperativas capixabas.
Açúcar cristal apresenta nova queda em São Paulo
O açúcar cristal branco registrou recuo de 0,08% no mercado da capital paulista.
A saca de 50 quilos foi cotada a R$ 125,52, redução de R$ 0,10 em relação ao levantamento anterior, quando o produto custava R$ 125,62.
Apesar da segunda queda consecutiva, o açúcar cristal ainda acumula valorização de 3,63% em outubro.
A cotação em dólares corresponde a US$ 25,00 por saca.
Açúcar em Santos cai 1,11%, mas mantém valorização mensal
No mercado de Santos, o açúcar cristal apresentou queda mais acentuada.
O indicador FOB, que considera os preços médios sem impostos, registrou cotação de R$ 135,78 por saca de 50 quilos, com desvalorização diária de 1,11%.
No levantamento anterior, o produto estava cotado a R$ 137,30, diferença de R$ 1,52 por saca.
Apesar da retração, a valorização acumulada em outubro permanece em 8,09%.
Em dólares, o preço corresponde a US$ 27,08 por saca.
O indicador de Santos mantém cotação superior à registrada na capital paulista, mas ambos apresentam queda no levantamento mais recente.
Milho cai para R$ 64,34 e acumula perda de 6,31% em outubro
O milho também encerrou o levantamento de terça-feira em baixa.
A saca de 60 quilos foi cotada a R$ 64,34, com desvalorização diária de 0,62%.
Na comparação com o registro anterior, quando o preço era de R$ 64,74, houve redução de R$ 0,40 por saca.
O milho acumula perda de 6,31% em outubro, a maior desvalorização mensal entre os produtos analisados neste boletim.
Em dólares, a cotação ficou em US$ 12,81 por saca.
O comportamento do milho é relevante para diferentes cadeias produtivas, especialmente a avicultura, a suinocultura e a pecuária, que utilizam o grão na alimentação animal.
Arábica mantém valorização, enquanto outros produtos apresentam perdas
Os indicadores do Cepea/Esalq mostram diferenças importantes no desempenho dos produtos agrícolas em outubro.
O café arábica acumula valorização de 2,11%, enquanto o robusta registra queda de 1,78%.
No açúcar cristal, os preços apresentam ganhos mensais de 3,63% em São Paulo e 8,09% em Santos, apesar dos recuos recentes.
O milho apresenta a maior perda acumulada, de 6,31%, mantendo o desempenho negativo observado nos levantamentos anteriores.
As cotações refletem as condições de negociação dos mercados pesquisados e não representam necessariamente os preços recebidos por todos os produtores ou cobrados dos consumidores.
Os valores divulgados nesta quarta-feira (21) têm como referência o fechamento de 20 de outubro de 2026.
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