Frango congelado mantém estabilidade, resfriado recua ligeiramente e suíno vivo registra valorização em três estados, segundo o Cepea/Esalq

O mercado de proteínas animais apresenta movimentos distintos nesta quarta-feira (21). Enquanto a arroba do boi gordo registra leve queda em São Paulo, a carcaça suína especial mantém trajetória de valorização no atacado paulista. No segmento de frango, o produto congelado permanece estável, enquanto o resfriado apresenta pequena redução de preço.
Os dados são dos indicadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq), referentes às negociações de terça-feira (20).
Boi gordo recua 0,07% em São Paulo
A arroba do boi gordo foi cotada a R$ 380,45, com desvalorização de 0,07% em relação ao levantamento anterior, quando era negociada a R$ 380,70.
A redução corresponde a R$ 0,25 por arroba.
Apesar da queda diária, o indicador acumula valorização de 4,43% em outubro. Em dólares, a cotação corresponde a US$ 75,77.
O movimento interrompe a estabilidade observada nos dois levantamentos anteriores, quando o preço permaneceu em R$ 380,70.
Frango congelado permanece estável
O preço do frango congelado não apresentou alteração nas regiões da Grande São Paulo, São José do Rio Preto e Descalvado.
O quilo segue cotado a R$ 8,49, com estabilidade diária e valorização acumulada de 2,29% em outubro.
O indicador mantém o mesmo valor desde 15 de outubro, quando o produto havia registrado aumento de 1,19%.
Já o frango resfriado apresentou recuo de 0,12%, passando de R$ 8,51 para R$ 8,50 por quilo.
A redução foi de R$ 0,01, enquanto a valorização acumulada no mês ficou em 2,29%.
A diferença de preço entre os dois produtos é de apenas R$ 0,01 por quilo.
Carcaça suína especial sobe para R$ 10,38
O destaque de valorização está no mercado da carcaça suína especial, comercializada no atacado da Grande São Paulo.
O preço médio alcançou R$ 10,38 por quilo, após aumento de 1,96% em relação ao levantamento anterior, quando o produto custava R$ 10,18.
A alta corresponde a R$ 0,20 por quilo.
No acumulado de outubro, a carcaça suína apresenta valorização de 22,12%, superior à registrada nos demais indicadores de proteínas animais deste boletim.
A sequência recente de aumentos levou a cotação de R$ 9,97, em 15 de outubro, para o valor atual.
Suíno vivo registra alta no Paraná, Santa Catarina e São Paulo
Entre os cinco estados acompanhados pelo Cepea/Esalq, três apresentaram valorização no mercado de suíno vivo.
No Paraná, o preço subiu 1,18%, alcançando R$ 6,00 por quilo. O estado acumula alta de 11,73% em outubro.
Em Santa Catarina, a cotação chegou a R$ 5,96, com avanço diário de 1,36% e valorização mensal de 13,52%.
São Paulo apresentou o maior aumento percentual diário entre os estados pesquisados, de 1,61%. O quilo do suíno vivo passou a ser negociado a R$ 6,93, acumulando alta de 19,90% no mês.
Minas Gerais manteve estabilidade, com cotação de R$ 6,96 por quilo e valorização mensal de 13,36%.
No Rio Grande do Sul, o preço também permaneceu inalterado, em R$ 5,92 por quilo, com avanço acumulado de 12,33% em outubro.
O mercado gaúcho apresenta a menor cotação entre os cinco estados acompanhados, enquanto Minas Gerais registra o maior valor.
Os indicadores de Minas Gerais e São Paulo correspondem a preços na modalidade posto. Nos demais estados, os valores são referentes à modalidade a retirar.
Mercado suíno concentra maiores valorizações de outubro
Os indicadores mostram que o mercado suíno apresenta as maiores altas acumuladas entre as proteínas animais analisadas.
A carcaça suína especial registra valorização de 22,12% no mês, enquanto o suíno vivo acumula aumentos que variam de 11,73% no Paraná a 19,90% em São Paulo.
No mesmo período, o boi gordo apresenta ganho de 4,43%.
Já o frango congelado e o resfriado acumulam valorização de 2,29% cada.
As diferenças demonstram que os segmentos de bovinos, aves e suínos apresentam comportamentos distintos nas negociações acompanhadas pelo Cepea/Esalq.
As cotações divulgadas nesta quarta-feira (21) correspondem aos preços apurados em 20 de outubro de 2026 e são referências de mercado, não representando necessariamente os valores cobrados dos consumidores em açougues e supermercados.
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