Impulsionado por biocombustíveis, veículos e indústria farmacêutica, estado registrou alta de 6,2% em abril na comparação com o mesmo mês de 2025
A produção industrial de Goiás voltou a apresentar desempenho acima da média nacional e figurou entre os melhores resultados do país em abril. Dados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que a indústria goiana cresceu 6,2% em relação ao mesmo mês do ano passado, mais que o dobro da expansão registrada no Brasil, de 2,7%.
O resultado colocou Goiás na terceira posição entre os estados com maior crescimento industrial no período, reforçando o ritmo de expansão observado nos últimos meses.
Na comparação entre março e abril deste ano, já considerando os ajustes sazonais, a atividade industrial goiana avançou 1,7%, enquanto a média nacional ficou em 0,7%. O desempenho garantiu ao estado a quinta colocação no ranking nacional e marcou o segundo mês consecutivo de crescimento do setor.
O avanço também aparece nos indicadores acumulados. Nos quatro primeiros meses de 2026, a indústria de Goiás registra alta de 1,1%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o crescimento chega a 2,6%, desempenho que coloca o estado entre os cinco melhores do país. No mesmo período, a média nacional foi de 0,7%.
Entre os segmentos que mais contribuíram para o resultado está a fabricação de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis, que registrou expressiva alta de 77% na comparação anual.
Outro destaque foi a indústria automobilística, com crescimento de 74% na produção de veículos, reboques e carrocerias. Também apresentaram desempenho positivo a fabricação de produtos de metal, com avanço de 28,4%, e a indústria farmoquímica e farmacêutica, que cresceu 25,3%.
Para o governo estadual, os números refletem a ampliação da capacidade produtiva e os investimentos realizados nos últimos anos para fortalecer o parque industrial goiano.
A Pesquisa Industrial Mensal do IBGE acompanha mensalmente o comportamento das indústrias extrativas e de transformação no Brasil, servindo como um dos principais indicadores da atividade econômica do setor.