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Política

Cleitinho tem o menor gasto proporcional entre os governadores eleitos

Estadão Conteúdo 05/11/2026 09:35

O senador Cleitinho de Azevedo (Republicanos-MG) registra o menor custo proporcional de campanha entre os 27 governadores eleitos ou reeleitos em 2026. Foram desembolsados R$ 0,05 por habitante de Minas Gerais, mostra levantamento do Estadão.

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Cleitinho arrecadou mais de R$ 1,3 milhão em doações para a campanha, sem usar recursos próprios ou mesmo do Fundo Eleitoral - do qual o Republicanos obteve R$ 348 milhões, o 7º maior montante entre 30 partidos.

O parlamentar venceu as eleições para governador no primeiro turno, com 6,3 milhões de votos (55,4%).

O senador e governador eleito sempre baseou sua atividade política em vídeos sem produção, gravados artesanalmente e divulgados nas redes sociais, tais como "videoselfies", adotando na campanha a mesma estratégia, de baixo custo, sem realizar grandes atos ou gastar com grande estrutura de campanha.

Tarcísio vem na segunda colocação

Em seguida, aparece o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP). A corrida eleitoral para a reeleição teve um gasto per capita de R$ 0,55, com R$ 25,4 milhões em verbas do Fundão e de doações. O aliado do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado na disputa à Presidência da República, teve 14,4 milhões de votos (62,65%).

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São Paulo e Minas Gerais reúnem, respectivamente, as duas maiores populações do Brasil, além do segundo e do primeiro menor custo proporcional de campanha. Ter mais habitantes, porém, não significa necessariamente que os recursos angariados serão mais diluídos.

Outros destaques

O governador reeleito da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT-BA), fica logo atrás de Tarcísio, com gasto proporcional de R$ 0,56.

Já o maior custo per capita, de R$ 3,70, vem do deputado federal Vicentinho Júnior (PSDB-TO), escolhido para comandar o Tocantins.

O Estadão cruzou as despesas declaradas pelos governadores eleitos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com as populações estimadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para 2026.

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Custos per capita ainda podem crescer mesmo após as eleições, uma vez que os candidatos ainda podem atualizar os gastos.

Conforme as regras do TSE, candidatos, partidos, federações e coligações tiveram de 9 a 13 de setembro para enviar a prestação de contas parcial. Já o prazo para a versão final é de até 30 dias após o 1º turno.

Quanto ao 2º turno, a data de entrega é até 20 dias após a votação. As campanhas têm atualizado as despesas nas páginas de cada candidato do DivulgaCand, do TSE, ao longo da corrida eleitoral.

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