Ex-presidente ficou sob custódia em sua casa em Assunção por ordem do Ministério Público, que investiga o colapso do Ueno Bank
O ex-presidente do Paraguai Santiago Peña foi detido na noite de sexta-feira (6), horas depois de perder o cargo em um processo de impeachment. Seu vice, Pedro Alliana, prestou juramento perante o Congresso e assumiu a Presidência para completar o mandato iniciado em 2023, que termina em 2028.
A Polícia Nacional cumpriu a ordem de detenção na residência de Peña, em Assunção, onde ele ficou sob custódia. O Ministério Público paraguaio determinou a medida no âmbito de uma investigação sobre suspeitas de gestão desleal e outras irregularidades ligadas ao Ueno Bank. A ordem também incluiu Carlos Carvallo Spalding, que renunciou ao comando do Banco Central do Paraguai após a crise da instituição financeira.
A Câmara dos Deputados aprovou a abertura do processo na quinta-feira (5). A acusação parlamentar apontou mau desempenho no exercício do cargo e suspeitas de conflito de interesses na atuação do governo diante da crise do banco. Peña apresentou um pedido de renúncia, mas o Congresso não chegou a analisá-lo por falta de quórum. Na sexta-feira, os 44 senadores presentes votaram pela destituição.
A perda do cargo foi decidida pelo Senado no julgamento político. A detenção ocorreu por ordem da Promotoria em uma investigação criminal separada.
Com a posse de Alliana, o Congresso escolheu o então senador Antonio Barrios para ocupar a Vice-Presidência. No discurso de posse, o novo presidente disse que dará prioridade a medidas para ressarcir os clientes do Ueno Bank, com atenção aos poupadores de menor renda.
Com informações da Câmara dos Deputados e do Ministério Público do Paraguai, da agência EFE e do jornal ABC Color.