Resultados incluem primeiras mulheres negra e indígena eleitas governadoras e conquistas inéditas no Senado
As eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, realizadas na terça-feira (3), marcaram avanços na representação de grupos historicamente sub-representados na política. Candidatos negros, indígenas, muçulmanos, latinos e LGBTQIA+ conquistaram governos estaduais e cadeiras no Congresso, com resultados pioneiros em diferentes estados.
Em New Hampshire, o democrata Chris Pappas foi eleito o primeiro homem assumidamente gay para o Senado dos Estados Unidos. Atualmente deputado federal, ele começará o novo mandato em janeiro de 2027.
Pappas não será, porém, o primeiro integrante abertamente LGBTQIA+ da Casa. A democrata Tammy Baldwin, de Wisconsin, foi eleita em 2012 como a primeira senadora assumidamente lésbica e permanece no cargo.
Michigan elegeu o democrata Abdul El-Sayed, epidemiologista e filho de imigrantes egípcios. Ele será o primeiro muçulmano no Senado federal americano.
No Legislativo estadual de Nova York, a ativista Aber Kawas conquistou uma cadeira e se tornou a primeira palestino-americana eleita para a instituição. Filha de refugiados palestinos, ela também é apontada como a primeira mulher a usar hijab eleita para a Casa.
Entre os povos indígenas, a democrata Deb Haaland venceu a disputa pelo governo do Novo México. Integrante da comunidade Laguna Pueblo, ela será a primeira mulher indígena a governar um estado americano.
Haaland comandou o Departamento do Interior durante o governo Joe Biden, de 2021 a 2025. A pasta cuida, entre outras atribuições, de terras e recursos naturais federais e de assuntos relacionados aos povos indígenas.
Outra conquista ocorreu em Minnesota, onde a democrata Peggy Flanagan, do povo Ojibwe, foi eleita a primeira mulher indígena para o Senado dos Estados Unidos.
Em Nova York, a democrata Claire Valdez, do povo Ysleta del Sur Pueblo, tornou-se a primeira mulher indígena eleita pelo estado para a Câmara dos Representantes.
A democrata Keisha Lance Bottoms venceu a eleição na Geórgia e será a primeira mulher negra eleita governadora de um estado americano.
Na Flórida, o republicano Byron Donalds conquistou o governo e será o primeiro homem negro a ocupar o cargo no estado. Ele também se tornou o primeiro candidato negro do Partido Republicano eleito governador nos Estados Unidos.
Em Wisconsin, o democrata David Crowley será o primeiro governador negro do estado. Já em Illinois, a vice-governadora Juliana Stratton venceu a disputa pelo Senado federal e será a sexta mulher negra a integrar a Casa.
Stratton se juntará à senadora Tammy Duckworth, asiático-americana. Com isso, Illinois terá duas mulheres de minorias raciais representando o estado simultaneamente no Senado.
As disputas estaduais também produziram vitórias femininas inéditas em Ohio, Minnesota e Tennessee. As democratas Amy Acton e Amy Klobuchar foram eleitas, respectivamente, em Ohio e Minnesota. No Tennessee, a republicana Marsha Blackburn conquistou o governo.
No Texas, a democrata Gina Hinojosa rompeu a sequência de vitórias republicanas para o governo estadual iniciada em 1995. De família com raízes mexicanas, ela será a primeira mulher de origem latina a comandar o estado.
Na Califórnia, o democrata Xavier Becerra tornou-se o primeiro latino eleito diretamente governador. O estado já havia sido governado por Romualdo Pacheco, em 1875, mas ele chegou ao cargo como sucessor do titular, após exercer a vice-governadoria.