Ex-vice de Santiago Peña, político do Partido Colorado governou Ñeembucú e presidiu a Câmara dos Deputados antes de chegar à chefia do Executivo

Pedro Alliana assumiu a Presidência do Paraguai na sexta-feira (6), após o Senado destituir Santiago Peña em um processo de impeachment. Até então vice-presidente, Alliana prestou juramento perante o Congresso e deverá completar o mandato iniciado em 2023, com término em agosto de 2028.
Integrante do Partido Colorado, Alliana construiu sua carreira política no departamento de Ñeembucú, que governou entre 2008 e 2013. Depois, representou a região na Câmara dos Deputados, chegou à presidência da Casa e comandou o Partido Colorado. Em 2023, foi eleito vice-presidente na chapa liderada por Peña.
A crise que levou à sucessão começou com o colapso do Ueno Bank. No Congresso, a Câmara dos Deputados autorizou o julgamento político de Peña, mas arquivou um pedido separado de impeachment contra Alliana. A acusação contra o então vice-presidente não obteve os dois terços de votos necessários para avançar. Com a destituição de Peña pelo Senado, a sucessão seguiu a ordem constitucional.
No discurso de posse, Alliana determinou que fossem tomadas medidas para ressarcir os poupadores do Ueno Bank, com prioridade para os menos favorecidos. Ele também defendeu a revisão dos gastos públicos. A forma e os prazos do ressarcimento ainda não foram detalhados.
Após a posse, o Congresso escolheu o então senador Antonio Barrios, ex-ministro da Saúde, para ocupar a Vice-Presidência. Alliana e Barrios assumem em meio à investigação do Ministério Público sobre suspeitas de irregularidades ligadas ao banco.