A Justiça Eleitoral de São Paulo acatou na segunda-feira, 25, o pedido de oficialização do cancelamento de filiação do ex-ministro Aldo Rebelo à sigla Democracia Cristã (DC). O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registra Rebelo como não filiado a partido político.
O juiz eleitoral Tiago Machado determinou que a desfiliação fosse anotada com data retroativa à última sexta-feira, 22, data da deliberação da agremiação.
Ao Estadão, Aldo Rebelo, que segue se apresentando como pré-candidato à Presidência pelo DC, afirmou que já apresentou recurso. "O que houve foi uma homologação de uma desfiliação, e isso será judicializado, como o processo de expulsão se vier a ser aberto, que não foi", comentou.
"Todas as artimanhas para retirar ou impedir a minha candidatura serão derrubadas na Justiça, não há dúvida. Porque todas as tentativas estão eivadas de ilegalidades e irregularidades. Expulsão precisa de um processo longo, demorado", afirmou Rebelo.
Na semana passada, direção nacional do DC autorizou a abertura de procedimento disciplinar pela expulsão sumária do ex-ministro, que era o pré-candidato da legenda à Presidência da República. A medida resultou na comunicação da desfiliação de Rebelo à Justiça Eleitoral.
Depois do lançamento da pré-candidatura de Aldo Rebelo, o presidente do partido, João Caldas, anunciou que a sigla pretende lançar o ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa à Presidência.
Segundo Rebelo, Caldas decidiu pela troca por estar "atormentado" com a possibilidade de o caso Master atingir sua família em Alagoas. Para ele, um ex-ministro do STF poderia ajudar a blindar investigações contra o presidente do DC. A reunião do diretório nacional pela expulsão do ex-ministro se deu após essas falas.
À Coluna do Estadão, ele afirmou que a escolha do pré-candidato "não é uma escolha pessoal do presidente do partido, é uma escolha coletiva na convenção". "Como você convida alguém para um compromisso e depois desmancha sem avisar? Não é correto, não é procedimento que se faça", disse.
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