O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), vencedor da corrida presidencial no segundo turno das eleições, levou vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) em 13 Estados brasileiros. Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe foram os responsáveis por garantir a reeleição do petista neste domingo, 25.
O presidente reeleito superou o filho mais velho de Jair Bolsonaro na corrida deste segundo turno com 51,8% dos votos contra 48,2% depositados ao adversário do PL. Com o resultado obtido neste pleito, Lula se torna o primeiro brasileiro eleito quatro vezes à Presidência da República, além de ser o primeiro presidenciável a vencer uma eleição de virada - depois de ter ficado atrás de Flávio na contagem de votos do primeiro turno. A recuperação do petista nas urnas contou com 10,5 milhões de votos a mais em relação ao primeiro turno.
A maior margem de vitória conquistada por Lula foi no Piauí, onde o petista obteve 75,8% dos votos contra 24,1% de Flávio Bolsonaro. No primeiro turno, o Estado já havia dado ampla vantagem ao presidente reeleito, com 70,9% do eleitorado contra 24% do candidato derrotado.
Para Lula a vitória mais apertada se deu em Minas Gerais, local em que o candidato foi votado por 50,4% dos eleitores e o oponente conquistou 49,6% dos votos. O território mineiro havia dado a vitória ao senador Flávio Bolsonaro no primeiro turno. A diferença em favor de Lula na segunda etapa foi cerca de 100 mil votos.
Nas semanas que sucederam a derrota para Flávio, movimentos estudantis e apoiadores de Lula convocaram atos de rua para mobilizar eleitores que se abstiveram no primeiro turno. A estratégia de comunicação da campanha petista também foi reformulada e assumida pelo deputado federal André Janones (Rede) nas redes sociais. O parlamentar apostou na busca pela diminuição de quem tinha se ausentado das urnas. O índice de abstenções no primeiro turno foi o mais alto da história, acima de 21% - cerca de 33 milhões de eleitores. Neste domingo, a taxa foi de 19,2% ausentes e favoreceu a vitória do quarto mandato de Lula à frente do Executivo federal.