Capobianco atribui resultado à redução da perda de vegetação na Amazônia e no Cerrado; origem de incêndios permanece sob investigação

A redução do desmatamento na Amazônia e no Cerrado evitou, entre julho de 2025 e julho de 2026, emissões de gases de efeito estufa equivalentes às produzidas pelo Japão em um ano. A comparação foi apresentada pelo ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, durante participação no programa Bom Dia, Ministro, do CanalGov.
Segundo ele, o avanço na preservação da vegetação também impediu que o impacto ambiental dos recentes incêndios florestais fosse ainda maior.
Capobianco citou a redução de 41,8% no desmatamento da Amazônia e de 23,8% no Cerrado. Os resultados foram registrados pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento por Satélite (Prodes) e divulgados em 16 de outubro.
O ministro também destacou que a redução da perda de vegetação alcançou todos os biomas brasileiros em 2025.
“O desmatamento caiu em todos os seis biomas brasileiros. Amazônia, Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica, Caatinga e Pampa tiveram redução do desmatamento em 2025”, afirmou.
Combate aos incêndios
Ao comentar as queimadas no Amazonas e no oeste do Pará, Capobianco atribuiu a contenção de focos no território amazonense ao trabalho conjunto dos governos federal, estaduais e municipais.
No Pará, segundo o ministro, as operações continuam e já extinguiram 114 grandes incêndios florestais, que reuniam centenas de focos de calor.
“A Casa Civil convocou a sala de situação para tratar especificamente do Pará, já que já tínhamos tratado o Amazonas”, explicou.
Investigação sobre a origem do fogo
As polícias Federal e Rodoviária Federal, juntamente com forças de segurança locais, investigam a origem dos incêndios. Segundo Capobianco, existem indícios de ação humana.
O ministro mencionou o aumento das ocorrências após o primeiro turno das eleições, mas ressaltou que cabe à investigação determinar se existe relação intencional entre os episódios e o período eleitoral.
“A partir do primeiro turno, quando tivemos o quadro que todos já conhecem, multiplicaram exponencialmente os focos de calor e os eventos de incêndio, então, há uma correlação. Mas, se isso foi uma coincidência ou se foi proposital em uma expectativa de impunidade futura, quem vai dizer para nós é a Polícia Federal”, declarou.
A coincidência temporal apontada pelo ministro não representa, por si só, uma conclusão sobre motivação política ou autoria dos incêndios.
Capobianco também citou a prisão de onze pessoas pela Polícia Militar em Autazes, no Amazonas, em 18 de outubro, no contexto das ações de enfrentamento às queimadas.
Fonte: Agência Brasil
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