Texto aprovado pela Assembleia prevê acompanhamento de pacientes para acelerar exames e garantir início mais rápido do tratamento
A Assembleia Legislativa aprovou nesta quarta-feira (3) um projeto que pretende acelerar o diagnóstico e o tratamento de pacientes com câncer de mama no Espírito Santo. A proposta cria o Programa Estadual de Navegação de Pacientes para Pessoas com Neoplasia Maligna de Mama e agora segue para análise do Executivo.
O objetivo é organizar e integrar o atendimento às pacientes desde a suspeita da doença até o tratamento, reduzindo obstáculos que costumam atrasar exames, consultas especializadas e o acesso à terapia adequada.
A iniciativa prevê a adoção de ações coordenadas para acompanhar cada paciente ao longo de toda a jornada de cuidado, com foco na identificação rápida dos casos e no encaminhamento eficiente dentro da rede de saúde.
Entre as metas estabelecidas está a realização do diagnóstico em até 30 dias e o início do tratamento em até 60 dias, seguindo os prazos previstos na legislação federal para pacientes com câncer.
O programa também prevê capacitação de profissionais de saúde, planejamento contínuo do atendimento e suporte individualizado às pacientes por diferentes canais de comunicação, incluindo telefone e correio eletrônico.
A proposta busca fortalecer o atendimento humanizado e ampliar a integração entre os serviços de saúde envolvidos no tratamento da doença, considerada uma das principais causas de mortalidade por câncer entre mulheres no Brasil.
Especialistas apontam que a detecção precoce aumenta significativamente as chances de sucesso do tratamento e reduz os índices de mortalidade associados ao câncer de mama. Por isso, a redução do tempo entre a suspeita clínica, o diagnóstico e o início da terapia é considerada um dos principais desafios das redes públicas de saúde.
Caso seja sancionado, o programa poderá estabelecer novos protocolos de acompanhamento para pacientes com suspeita ou confirmação da doença, com foco na agilidade do atendimento e na continuidade do cuidado.
A matéria foi aprovada em sessão extraordinária da Assembleia Legislativa e recebeu parecer favorável nas comissões responsáveis pela análise da proposta.