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Política

Operação apura ONG ligada a produtora de filme sobre Bolsonaro

Polícia investiga supostas irregularidades em contrato de R$ 108 milhões para instalação de internet gratuita em comunidades de São Paulo

Vitória News 01/06/2026 11:36

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta segunda-feira (1º) a Operação Wi-Fi Livre para investigar suspeitas de irregularidades em um contrato de R$ 108 milhões firmado entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil, organização não governamental ligada à empresária Karina Ferreira da Gama.

Karina é proprietária da produtora Go UP, responsável pela produção do filme Dark Horse, projeto cinematográfico sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com as investigações conduzidas pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil, a ONG foi contratada para instalar 5 mil pontos públicos de acesso gratuito à internet em comunidades da capital paulista no prazo de 12 meses. Segundo os investigadores, até o momento cerca de 3,2 mil pontos teriam sido efetivamente instalados.

A apuração também aponta suspeitas sobre a apresentação de aproximadamente R$ 16,5 milhões em notas fiscais consideradas irregulares para justificar despesas relacionadas ao contrato.

Além do Instituto Conhecer Brasil, a operação cumpre diligências em empresas que teriam sido subcontratadas para executar parte dos serviços. Agentes também realizaram buscas em órgãos da administração municipal para recolher contratos, prestações de contas e documentos ligados ao termo de colaboração firmado com a entidade.

Ao todo, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão com o objetivo de recolher documentos, registros financeiros, equipamentos eletrônicos e materiais que possam auxiliar nas investigações.

O senador Flávio Bolsonaro comentou a operação durante evento no Rio de Janeiro e afirmou que a investigação não possui relação com a produção do filme Dark Horse.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo informou que repudia qualquer insinuação de desvio de recursos públicos e afirmou que o contrato seguiu os princípios da legalidade, transparência e economicidade. A administração municipal acrescentou que está colaborando com as autoridades responsáveis pela investigação.

Até o momento, não houve divulgação de denúncias formais ou acusações criminais relacionadas ao caso.

Fonte: Agência Brasil.

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