O presidente do Paraguai, Santiago Peña, passou a ser alvo de investigação criminal após o colapso do Banco Ueno, informaram promotores nesta quinta-feira, 5, em meio à crise política que levou à renúncia do mandatário e à abertura de um processo de impeachment.
Pouco depois do anúncio de Peña, a Câmara votou por 78 a 0 para impedir que a renúncia fosse efetivada de imediato e encaminhou as acusações ao Senado. O Congresso deve retomar a votação na sexta-feira para decidir se aceita a renúncia, o que permitiria a posse do vice-presidente Pedro Alliana sem a necessidade de aguardar um julgamento no Senado.
Senadores da oposição defendem a destituição formal de Peña e argumentam que a renúncia preservaria sua condição de potencial "senador vitalício", com prerrogativas legais que poderiam dificultar eventual responsabilização, caso o procurador-geral Emiliano Rolón Fernández apresente denúncia.
Segundo o Ministério Público, Rolón determinou a abertura de três investigações criminais ligadas à crise do Banco Ueno, incluindo apurações sobre suspeitas envolvendo Peña e outros integrantes atuais e antigos do governo. As investigações devem analisar a supervisão exercida sobre o banco, a condução do processo após o colapso e a alocação de recursos públicos na instituição.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast