Estudo da CNI aponta maior presença de produtos estrangeiros e aumento da parcela da produção destinada às exportações

Os produtos importados responderam por 28,3% do consumo aparente de bens da indústria de transformação no Brasil em 2025, o maior percentual da série iniciada em 2003. O resultado integra o estudo Coeficientes de Abertura Comercial, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), e representa uma alta de 1,6 ponto percentual sobre 2024.
O indicador considera a produção nacional, descontadas as exportações e acrescidas as importações. Portanto, o percentual se refere ao mercado de bens da indústria de transformação, e não ao conjunto do consumo brasileiro.
A participação chinesa nesse mercado chegou a 10,3%, também um recorde. A presença de produtos estrangeiros cresceu em um ambiente de estabilidade da produção industrial, menor dinamismo da demanda doméstica e valorização do real.
Outro recorde ocorreu no abastecimento das fábricas: os importados passaram a representar 25,8% do consumo de insumos industriais. O estudo também mostra maior orientação da produção brasileira ao exterior, com o coeficiente de exportação subindo de 18,9% para 20%.
Esses indicadores foram calculados a preços constantes de 2015, permitindo comparar os anos com os efeitos das variações de preços descontados. Os resultados de 2024 e 2025 são estimativas da pesquisa.
Diante desse cenário, a CNI defende uma estratégia que combine ampliação da presença brasileira no comércio internacional, fortalecimento da competitividade doméstica e instrumentos de defesa comercial para assegurar condições justas de concorrência.