Bolsa abriu em alta, mas perdeu força com pressão das commodities; moeda americana devolveu parte da valorização da véspera
O Ibovespa encerrou a terça-feira (27) em baixa de 0,51%, aos 175.710,05 pontos, após iniciar o pregão em alta. No câmbio, o dólar recuou 1,07%, cotado a R$ 5,349, em uma sessão de ajustes depois das fortes oscilações registradas na segunda-feira.
Durante o dia, o principal índice da bolsa brasileira chegou à máxima de 178.526,08 pontos. O movimento de recuperação, porém, perdeu força, e o indicador atingiu a mínima de 175.130,23 pontos antes do encerramento.
O desempenho negativo teve influência da queda das commodities, especialmente petróleo e minério de ferro, que pressionou empresas com participação relevante no índice. Algumas ações recuperaram parte das perdas anteriores, mas o avanço não foi suficiente para sustentar uma alta da bolsa.
Petróleo pesa sobre Petrobras
O barril do petróleo Brent, referência internacional, recuou 1,20%, para US$ 109,41. As ações da Petrobras perderam cerca de 2%, contribuindo para a baixa do Ibovespa.
Os investidores também acompanharam as perspectivas para a política fiscal e a composição da equipe econômica do próximo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Dólar perde força
A moeda americana permaneceu em queda ao longo da sessão e chegou à mínima de R$ 5,316 por volta das 10h45. O fechamento abaixo de R$ 5,35 devolveu parte da valorização superior a 8% registrada na segunda-feira (26).
Apesar da oscilação recente, o dólar acumula desvalorização de 2,55% em 2026.
O movimento brasileiro ocorreu na direção oposta à observada no exterior. No fim da tarde, o índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana diante de uma cesta de seis divisas, avançava aproximadamente 0,35%.
Sinalizações da equipe econômica
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou na terça-feira que o governo pretende buscar o centro da meta fiscal e discutir as medidas com o Congresso Nacional.
Já o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reiterou que a instituição poderá atuar no mercado cambial caso identifique disfuncionalidades.
Fonte: B3 e Agência Brasil