Operações incluem agricultura familiar, microempreendedores e empresas, com financiamentos que chegaram a R$ 274 mil durante eventos em São Luís e Marabá
Produtores rurais, agricultores familiares, trabalhadores autônomos, microempreendedores e empresas buscaram crédito e formalizaram financiamentos durante duas exposições agropecuárias realizadas no Maranhão e no Pará.
Os atendimentos foram feitos pelo Banco da Amazônia durante a 66ª Exposição Agropecuária do Maranhão, a Expoema, em São Luís, e a 38ª Exposição Agropecuária de Marabá, a Expoama.
As operações incluíram desde contratos de aproximadamente R$ 20 mil para microempreendedores até um financiamento de R$ 274 mil destinado à compra de um veículo comercial.
Crédito rural ganha espaço na Expoema
Em São Luís, a procura esteve concentrada em linhas destinadas ao agronegócio, varejo e microcrédito produtivo orientado.
Durante o chamado “Dia D”, realizado em 10 de setembro, clientes que já haviam passado por análise de crédito compareceram à feira para formalizar os contratos.
Segundo o superintendente de Rede, Varejo e Microcrédito do Banco da Amazônia, André Vargas, o atendimento também foi utilizado para orientar interessados sobre as modalidades disponíveis.
“A gente tira dúvidas das pessoas interessadas em soluções financeiras, bem como daquelas interessadas em adquirir algum produto do banco”, afirmou.
O gerente-geral da instituição em São Luís, Jorgeanor Reis, destacou que eventos agropecuários ajudam a aproximar as instituições financeiras da realidade enfrentada pelos produtores.
“A participação em eventos como esse, como a Expoema, permite ao Banco estar mais perto da realidade do setor, conhecer as necessidades e também conhecer as demandas que o setor possui. A gente acaba ficando mais perto da realidade”, disse.
R$ 13 bilhões previstos para o Plano Safra
Entre as opções disponíveis aos produtores estão financiamentos para custeio, comercialização, compra de máquinas e equipamentos, melhorias nas propriedades e expansão das atividades.
Parte dos recursos tem origem no Fundo Constitucional de Financiamento do Norte.
Para o Plano Safra 2026/2027, o Banco da Amazônia prevê disponibilizar R$ 13 bilhões em crédito rural.
Do total, R$ 6,2 bilhões serão destinados a custeio e comercialização e R$ 6,8 bilhões a investimentos.
A agricultura familiar deverá receber R$ 3 bilhões por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar. Outros R$ 5,1 bilhões estão previstos para pequenos e médios produtores, enquanto R$ 4,9 bilhões serão direcionados à agricultura empresarial.
Segundo Jorgeanor Reis, o custo do financiamento precisa ser compatível com a capacidade de geração de renda da atividade.
“Quando o produtor toma um crédito muito caro, muitas vezes acaba comprometendo a própria rentabilidade da atividade. Por isso, é importante que ele tenha acesso a linhas que estejam adequadas à realidade da produção e ao investimento que pretende fazer. O crédito precisa ajudar o produtor a crescer e não se transformar em um peso para a atividade”, afirmou.
Agricultura familiar cresce no Maranhão
De acordo com o gerente, os financiamentos para a agricultura familiar cresceram mais de 50% no Maranhão em 2026 na comparação com o ano anterior.
Somente na área atendida pela agência de São Luís, mais de 2 mil famílias tiveram acesso a essas operações durante o ano.
A Expoema foi realizada entre os dias 6 e 13 de setembro, na capital maranhense.
Microcrédito alcança trabalhadores informais
Além do setor rural, o microcrédito produtivo orientado atende trabalhadores autônomos e pequenos empreendedores, inclusive pessoas que ainda não possuem empresa formalizada.
“Uma pessoa que vende churrasco, trabalha com artesanato ou possui uma pequena venda, por exemplo, mesmo sem ter uma empresa formalizada, pode ter acesso ao crédito do Banco da Amazônia”, explicou Reis.
Entre os empreendedores atendidos está Josielson Teixeira Silva, proprietário de um depósito de água. Ele começou a utilizar o crédito há cerca de três anos, após participar de uma operação por meio de um grupo solidário formado por cinco trabalhadores de atividades diferentes.
Segundo o empreendedor, novas operações foram contratadas conforme os financiamentos anteriores eram quitados.
“Sempre que precisamos, renovamos o crédito, mantendo nosso compromisso em dia. Isso nos permite não apenas manter, mas ampliar nossa capacidade de investimento”, relatou.
Expoama registra 28 contratos em uma noite
Em Marabá, no Pará, a Expoama também concentrou atendimentos a produtores rurais, microempreendedores e empresas.
Na quarta noite do evento, foram formalizados 28 contratos.
Parte das operações teve valores médios próximos de R$ 20 mil para pessoas jurídicas e microempreendedores individuais. Também foram fechados financiamentos de maior porte.
Um deles chegou a R$ 274 mil e foi destinado à aquisição de um veículo comercial para a estruturação operacional de uma empresa da região.
O empresário Cleomir Petri, morador de Itupiranga, procurou atendimento durante a feira para formalizar uma operação de capital de giro.
Outro cliente foi Francisco Freitas, proprietário da Agro Carajás, empresa que atua com assistência técnica e elaboração de projetos agropecuários.
Segundo ele, a relação com a instituição financeira começou há aproximadamente 15 anos e acompanhou o crescimento da empresa, que atualmente possui sete unidades.
A gerente-geral do Banco da Amazônia, Josélia Cardoso, afirmou que as linhas disponíveis atendem diferentes perfis de público.
“Temos linhas de crédito destinadas a micro e pequenas empresas, pequenos produtores rurais, agricultores familiares e outros segmentos. Durante o evento, nossa equipe esteve disponível para prestar orientações sobre as modalidades de financiamento”, destacou.
A 38ª Expoama foi realizada entre os dias 15 e 20 de setembro, no Parque de Exposições José Francisco Diamantino, em Marabá.
Fonte: Brasil 61 e Banco da Amazônia