Grão apresenta leve recuperação no interior do Paraná, mas acumula perdas no mês; trigo sobe 0,76% no Paraná e recua 0,31% no Rio Grande do Sul
Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq) e correspondem ao fechamento de quarta-feira (7).
No interior do Paraná, a saca de 60 quilos da soja foi negociada a R$ 147,67, com valorização diária de 0,32%.
A recuperação ocorre depois de duas sessões consecutivas de queda, quando o indicador registrou recuos de 2,73%, na segunda-feira (5), e de 1,79%, na terça-feira (6).
Apesar da alta mais recente, a soja acumula desvalorização de 4,67% em outubro no mercado paranaense.
No início do mês, a saca era negociada a R$ 154,35, mostrando a perda de valor registrada nos primeiros dias de outubro.
Na região de Paranaguá, importante referência para a comercialização e exportação de soja, o movimento foi de queda.
A saca de 60 quilos terminou a quarta-feira cotada a R$ 153,90, com recuo diário de 1,14%.
O indicador acumula desvalorização de 4,74% em outubro, acompanhando o movimento negativo observado no interior do Paraná.
Desde o início do mês, quando a cotação estava em R$ 160,90, a saca perdeu R$ 7,00 em valor nominal.
Mesmo com a queda, o preço praticado em Paranaguá permanece acima do registrado no interior paranaense, com diferença de R$ 6,23 por saca.
No mercado de trigo, os indicadores apresentaram comportamentos diferentes nos dois estados acompanhados pelo Cepea.
No Paraná, a tonelada do cereal foi negociada a R$ 1.538,46, com valorização de 0,76% em relação ao fechamento anterior.
Apesar da recuperação diária, o trigo paranaense acumula leve queda de 0,38% em outubro.
No Rio Grande do Sul, o preço médio da tonelada ficou em R$ 1.454,59, com recuo de 0,31% no dia.
No acumulado do mês, entretanto, o indicador gaúcho ainda apresenta valorização de 0,28%.
A diferença entre as cotações dos dois estados chegou a R$ 83,87 por tonelada, com o trigo paranaense negociado a um preço superior ao gaúcho.
Os indicadores mostram que a soja enfrenta um início de outubro marcado por perdas tanto no interior do Paraná quanto na região portuária de Paranaguá.
No trigo, o comportamento é menos uniforme, com variações diárias em sentidos opostos e mudanças relativamente pequenas no acumulado mensal.
Fontes: Cepea/Esalq e Br61.