Texto de Denninho Silva prevê orientação a familiares e uso complementar de teleconsultas e telemonitoramento nos cuidados aos pacientes
Pacientes que recebem alta hospitalar, mas ainda precisam de acompanhamento, são o foco do Projeto de Lei 407/2026, apresentado pelo deputado Denninho Silva (União) na Assembleia Legislativa do Espírito Santo. A proposta estabelece diretrizes para a continuidade do cuidado em casa e para a orientação de familiares e cuidadores.
Segundo o parlamentar, a saída planejada do hospital pode reduzir internações prolongadas, diminuir a exposição a infecções hospitalares e evitar reinternações desnecessárias. O objetivo é assegurar que a alta seja acompanhada das condições necessárias para manter a assistência ao paciente.
“Por isso, a organização da atenção domiciliar é fundamental para garantir a continuidade do cuidado e evitar abandono assistencial após a saída do hospital”, afirma.
Apoio a familiares e cuidadores
O texto prevê orientações pela rede estadual de saúde para ajudar parentes e cuidadores a lidar com as necessidades do paciente após a internação.
Também autoriza o Estado a firmar parcerias e convênios para capacitar as pessoas responsáveis pelos cuidados. Entre os públicos prioritários estão idosos, pessoas com deficiência, crianças e adolescentes que necessitam de cuidados contínuos e vítimas de violência doméstica.
Acompanhamento remoto
A proposta permite que a rede hospitalar custeada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) utilize teleconsultas e telemonitoramento como ferramentas complementares no atendimento pós-internação.
“Quando bem aplicadas, essas tecnologias podem facilitar o acompanhamento remoto, ampliar o acesso a profissionais de saúde, identificar sinais de alerta e permitir uma resposta mais rápida da rede pública”, destaca Denninho.
Na justificativa, o deputado também aponta que a desospitalização planejada pode liberar leitos para urgências, cirurgias e pacientes que precisam de cuidados mais intensivos.
Tramitação
De acordo com o autor, as diretrizes deverão respeitar a disponibilidade orçamentária e financeira, as normas do SUS e as competências dos órgãos envolvidos.
“A proposta não cria obrigação imediata de novos serviços, não impõe despesa automática ao Poder Executivo e não interfere na gestão interna da saúde”, afirma.
O projeto ainda será analisado pelas comissões de Justiça, Saúde e Finanças antes de seguir para votação no Plenário da Assembleia.
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