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Operação Mulher Segura prende 57,7 mil suspeitos de violência contra mulheres em 141 dias

Ação nacional atendeu 228 mil vítimas em 4.253 municípios; lesão corporal, ameaça e descumprimento de medidas protetivas estão entre as principais ocorrências

Vitória News 21/10/2026 08:26
Operação Mulher Segura prende 57,7 mil suspeitos de violência contra mulheres em 141 dias
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Operação Mulher Segura 2026 registrou 57.790 prisões relacionadas à violência contra mulheres e prestou atendimento a aproximadamente 228 mil vítimas em 141 dias de atuação. O balanço foi divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) nesta terça-feira (20) e reúne ações de prevenção, proteção e repressão realizadas em todo o país.

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Coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), a operação teve início em 1º de junho e mobilizou forças policiais estaduais e federais para enfrentar a violência doméstica, familiar e outras formas de agressão contra mulheres.

Durante o período, as equipes realizaram 49.129 prisões em flagrante e 8.661 em cumprimento de mandados judiciais.

A iniciativa também alcançou 4.253 municípios brasileiros, com ações de fiscalização, atendimento às vítimas, acompanhamento de medidas protetivas e visitas preventivas.

Lesão corporal e ameaça lideram ocorrências

O levantamento do Ministério da Justiça revela que agressões físicas e ameaças estão entre as situações mais recorrentes identificadas durante a operação.

Foram registrados 16.644 casos de lesão corporal e 15.019 ocorrências de ameaça, além de 4.949 registros de descumprimento de medidas protetivas de urgência.

Outras tipificações penais responderam por 5.165 registros.

Os números demonstram a relevância das medidas destinadas à proteção de mulheres que já denunciaram episódios de violência ou receberam decisões judiciais para afastamento de seus agressores.

O descumprimento de medida protetiva é considerado especialmente preocupante porque pode indicar a continuidade da exposição da vítima a situações de risco.

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As equipes policiais também atuam para identificar casos com possibilidade de agravamento da violência, incluindo situações que podem evoluir para feminicídio.

Sul concentra maior proporção de prisões

A distribuição regional das prisões mostra diferenças significativas entre as regiões brasileiras.

O Sul concentrou 36% das prisões registradas durante a operação, seguido pelo Centro-Oeste, com 26%.

O Sudeste respondeu por 18% das prisões, enquanto o Nordeste registrou 15% e o Norte, 4%.

Os percentuais divulgados são arredondados e não devem ser interpretados isoladamente como indicadores de maior ou menor incidência de violência em cada região, já que também dependem da intensidade das operações policiais.

Em relação às vítimas atendidas, o Sudeste concentrou a maior participação nacional, com 33% dos registros.

O balanço divulgado não apresenta a distribuição detalhada das prisões e dos atendimentos por estado, incluindo o Espírito Santo.

Mais de 123 mil policiais participaram das ações

A Operação Mulher Segura mobilizou 123.878 policiais e 44.906 viaturas em todo o território nacional, segundo o Ministério da Justiça.

O efetivo participou de diligências, abordagens, cumprimento de mandados judiciais, prisões em flagrante e acompanhamento de mulheres em situação de risco.

Além das ações repressivas, a operação inclui atividades destinadas a prevenir novas agressões.

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Entre elas estão visitas preventivas, fiscalização do cumprimento de medidas protetivas e encaminhamento de vítimas aos serviços da rede de proteção.

A estratégia busca integrar o trabalho das forças de segurança com o atendimento às mulheres que necessitam de apoio institucional.

Operação tem caráter permanente

Embora o balanço divulgado considere os primeiros 141 dias de atuação, o Ministério da Justiça informa que a Operação Mulher Segura possui caráter permanente.

A iniciativa integra ações estaduais e federais, com foco na prevenção da violência e na responsabilização de suspeitos e autores de crimes contra mulheres.

O acompanhamento de situações de risco também procura evitar a repetição das agressões e identificar casos que exigem intervenção imediata.

Uma das metas anunciadas pelo ministério é alcançar 100 mil prisões relacionadas à violência contra mulheres até o encerramento de 2026.

Esse número representa um objetivo da operação, e não um resultado já alcançado.

A quantidade de prisões, por sua vez, não corresponde necessariamente ao número de condenações judiciais definitivas, já que os registros incluem flagrantes e cumprimento de mandados em diferentes fases dos processos.

Como denunciar violência contra mulheres

Mulheres em situação de violência podem buscar atendimento e orientação por diferentes canais de proteção.

Em situações de emergência ou risco imediato, a recomendação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190.

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A Central de Atendimento à Mulher, pelo número 180, funciona gratuitamente, 24 horas por dia, todos os dias da semana. O serviço oferece orientações, acolhimento e encaminhamento de denúncias aos órgãos competentes.

Também é possível procurar delegacias de polícia, unidades especializadas de atendimento à mulher, o Ministério Público e a Defensoria Pública.

O pedido de medidas protetivas pode ser realizado por meio dos canais policiais e judiciais disponíveis, conforme as necessidades da vítima.

A denúncia não precisa partir exclusivamente da mulher agredida. Familiares, vizinhos e outras pessoas que tenham conhecimento de situações de violência também podem comunicar os fatos às autoridades.

Ações buscam prevenir novos casos de feminicídio

O Ministério da Justiça destaca que a Operação Mulher Segura não se limita às prisões de suspeitos e agressores.

A iniciativa procura ampliar a proteção de mulheres ameaçadas, fortalecer o cumprimento das medidas protetivas e identificar situações em que há risco de agravamento das agressões.

O atendimento às vítimas e as visitas preventivas fazem parte dessa estratégia, com o objetivo de interromper ciclos de violência antes que resultem em consequências mais graves.

Com 57.790 prisões e aproximadamente 228 mil vítimas atendidas em 141 dias, o balanço nacional evidencia a dimensão das ações de segurança pública voltadas ao enfrentamento da violência contra mulheres.

A continuidade da operação deverá combinar fiscalização, responsabilização criminal e medidas de prevenção, com atuação conjunta das forças de segurança e dos serviços de proteção às vítimas.

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