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Falso curso de sargentos era usado para compra ilegal de armas no Rio

Polícia Civil e Exército descobrem esquema de falsificação de documentos militares; dois suspeitos foram presos e outro permanece foragido

Vitória News 21/10/2026 09:46

Uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro, realizada com apoio do Exército Brasileiro, desarticulou um esquema suspeito de utilizar falsos cursos de formação de sargentos da reserva para obter documentos militares fraudulentos e comprar armas de fogo irregularmente. A investigação identificou a aquisição de armamentos avaliados em aproximadamente R$ 50 mil.

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A ação foi conduzida por agentes da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme). Segundo as autoridades, dois homens foram presos durante a operação e um terceiro permanece foragido.

Os policiais apreenderam cinco pistolas, um fuzil e dezenas de documentos falsificados. Parte das armas ainda estava nos estabelecimentos comerciais quando a fraude foi identificada, o que permitiu impedir sua entrega aos compradores.

Falsos cursos simulavam formação militar

De acordo com as investigações, os envolvidos organizavam cursos que simulavam a formação de sargentos da reserva do Exército Brasileiro.

As atividades incluíam aulas presenciais e aplicação de provas, numa tentativa de conferir aparência de legitimidade à formação oferecida aos participantes.

Ao término dos cursos, eram entregues documentos que supostamente comprovavam a condição militar dos alunos.

Entre os materiais falsificados estavam carteiras de identidade militar e autorizações para aquisição de armas, com assinaturas atribuídas indevidamente a oficiais do Exército.

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Os documentos eram apresentados em estabelecimentos comerciais credenciados para justificar a compra de armamentos.

Os investigadores também descobriram a falsificação de Certificados de Registro de Arma de Fogo (CRAF), utilizados para comprovar a regularidade do registro dos armamentos.

Esquema envolvia pistolas e fuzil

A investigação identificou negociações envolvendo armamentos avaliados em aproximadamente R$ 50 mil.

Entre as armas mencionadas pelas autoridades estão quatro pistolas de calibre .40, uma pistola de 9 milímetros e um fuzil de calibre 5,56 milímetros.

O balanço da operação informa a apreensão de cinco pistolas e um fuzil.

Parte desse material ainda não havia sido entregue aos compradores quando os policiais identificaram as irregularidades.

A intervenção permitiu impedir que esses armamentos fossem retirados dos estabelecimentos mediante apresentação dos documentos falsificados.

Polícia começou investigação após prisão em flagrante

As apurações começaram aproximadamente dois meses antes da operação, após a prisão em flagrante de um homem que havia adquirido uma pistola utilizando documentação militar falsa.

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A partir desse episódio, os investigadores passaram a examinar outras transações e encontraram documentos com características semelhantes de falsificação.

A repetição do padrão levantou suspeitas sobre a existência de uma estrutura organizada para produzir identificações militares fraudulentas e facilitar a aquisição irregular de armas.

Com o avanço das investigações, a Polícia Civil identificou outros possíveis participantes e reuniu elementos para a realização da operação.

O Exército Brasileiro foi consultado durante as apurações e confirmou que as identificações e autorizações apresentadas pelos investigados não eram autênticas.

Segundo o balanço divulgado, além da prisão em flagrante que deu origem ao caso, outros dois suspeitos foram presos durante a ação.

Exército confirmou falsificação de documentos

A participação do Exército foi importante para verificar a autenticidade dos documentos utilizados nas negociações.

As investigações apontaram que os responsáveis pelo esquema falsificavam assinaturas de oficiais militares para produzir autorizações de compra e identificações supostamente válidas.

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Esse material era utilizado para tentar demonstrar uma condição militar que não havia sido regularmente reconhecida pela instituição.

A documentação fraudulenta também incluía certificados relacionados ao registro das armas, permitindo que os envolvidos tentassem concluir as aquisições nos estabelecimentos comerciais.

A Polícia Civil investiga quem organizava os cursos, quem produzia os documentos e quais pessoas participaram das compras irregulares.

Armas apreendidas poderão ser destinadas à Polícia Civil

Além das medidas de prisão, a Justiça do Rio de Janeiro autorizou que as cinco pistolas apreendidas possam ser destinadas ao uso da Polícia Civil.

A medida envolve o aproveitamento do armamento conforme as determinações judiciais e os procedimentos legais aplicáveis.

As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos, esclarecer a extensão do esquema e verificar se houve novas aquisições de armas com documentação falsificada.

A Polícia Civil também procura o suspeito que permanece foragido.

O caso evidencia a utilização de documentos militares fraudulentos para tentar contornar os mecanismos de controle da comercialização de armas de fogo, cuja regularidade depende da verificação de autorizações e registros pelos órgãos competentes.

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