Presidente aposta em energia limpa e minerais críticos para atrair investimentos e afirma que o ajuste fiscal deve preservar os gastos sociais
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou na sexta-feira (6) que pretende levar o Brasil à condição de país desenvolvido em quatro anos. Em reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), em Brasília, ele citou a geração de energia renovável e o potencial brasileiro em minerais críticos e terras raras como oportunidades para atrair investimentos e ampliar a produção no país.
“Eu quero, em apenas quatro anos, tirar o Brasil do estágio de país em desenvolvimento e colocá-lo no estágio de país desenvolvido”, afirmou Lula.
O presidente disse que o governo quer atrair empresas interessadas em instalar centros de processamento de dados no Brasil, mas defendeu que esses empreendimentos gerem a própria energia. “Quem vier investir construa a sua própria energia. Não vai ser a energia do povo que vai ser utilizada para data center”, afirmou.
Lula também citou o Mapa do Caminho, iniciativa discutida na COP30 para orientar a transição dos combustíveis fósseis e enfrentar o desmatamento e a degradação florestal. Segundo ele, a articulação brasileira ajudou a proposta a avançar apesar da resistência de países produtores de petróleo.
Ao tratar das contas públicas, Lula afirmou que pretende conciliar o ajuste fiscal com a manutenção dos investimentos voltados à população de baixa renda. “Não levaremos o povo pobre a nenhum sacrifício”, disse.
O presidente também defendeu a contratação de financiamentos para obras como ferrovias, rodovias, pontes e aeroportos, desde que o país tenha condições de pagar a dívida. Ele atribuiu parte dos resultados de sua gestão à negociação com o Congresso, onde, segundo afirmou, o governo conseguiu aprovar medidas mesmo sem contar com maioria própria.
Com informações da Agência Brasil.