Deputado afirma que não teve oportunidade de apresentar defesa em processo movido por professor de Jaguaré após críticas publicadas nas redes sociais
O deputado estadual Lucas Polese (PL) utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) nesta terça-feira (9) para contestar uma decisão judicial que o condenou ao pagamento de indenização a um professor do município de Jaguaré.
Segundo o parlamentar, a ação teve origem em manifestações feitas por ele nas redes sociais após denúncias recebidas de pais de alunos sobre suposta doutrinação ideológica em uma escola da zona rural do município.
Durante o pronunciamento, Polese exibiu imagens de atividades realizadas em sala de aula e afirmou que as reclamações partiram de famílias preocupadas com o conteúdo apresentado aos estudantes.
O deputado argumentou que a condenação ocorreu sem que tivesse a oportunidade de exercer plenamente o direito de defesa. De acordo com ele, a decisão judicial está relacionada a críticas direcionadas a um professor que, em sua avaliação, promovia posicionamentos ideológicos em ambiente escolar.
Na tribuna, o parlamentar sustentou que atuou dentro de suas prerrogativas como representante eleito e questionou os limites da atuação parlamentar em temas considerados de interesse público.
Polese também afirmou que pretende recorrer da decisão e declarou que sempre esteve à disposição para receber notificações e intimações judiciais.
Economia capixaba
Na mesma sessão, o deputado Mazinho dos Anjos (MDB) destacou indicadores recentes da economia do Espírito Santo. O parlamentar repercutiu dados que apontam crescimento de 16,9% da Receita Corrente Líquida (RCL) estadual no primeiro quadrimestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Segundo Mazinho, o desempenho reflete a combinação entre atividade econômica aquecida, investimentos públicos e expansão dos negócios privados no Estado.
O deputado atribuiu o resultado ao trabalho de empreendedores, produtores rurais, trabalhadores e à manutenção da responsabilidade fiscal, defendendo que o ambiente econômico favorável contribui para geração de emprego, renda e desenvolvimento regional.
Fonte: Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales)