O deputado federal Marcelo Freixo (PT-RJ) afirmou nesta quarta-feira, 14, que entrou com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo a investigação de uma suposta interferência da Meta nas eleições presidenciais em favor de Flávio Bolsonaro (PL). Em vídeo publicado nas redes sociais, o petista acusou a empresa de favorecer a candidatura do senador em detrimento da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
"Acabo de entrar com uma ação no TSE com o pedido de investigação sobre a Meta e a tentativa de interferência em nossas eleições", escreveu Freixo. Em vídeo, reforçou a acusação: "Eles estão interferindo na eleição brasileira. Sim, a meta está fazendo de tudo para que Flávio Bolsonaro seja eleito e Lula seja derrotado. Isso é crime".
O deputado apontou supostas diferenças no funcionamento da inteligência artificial do WhatsApp, que estaria produzindo imagens de campanha para Flávio, mas recusando pedidos semelhantes em favor de Lula. Freixo também denunciou a derrubada de canais ligados ao presidente na plataforma, enquanto canais bolsonaristas permaneceriam ativos.
Ao criticar a influência das plataformas sobre o conteúdo recebido pelos eleitores, Freixo afirmou: "O que é que cada um de nós tá recebendo, o que é que cada um de nós vai receber, que informação chega, não é a gente que controla, são eles. E eles estão completamente direcionados".
O petista também acusou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de interferir na disputa brasileira por meio das plataformas. "Ou seja, é o Trump através dessas plataformas interferindo na eleição brasileira", declarou. Em seguida, atacou Flávio ao defender a reeleição de Lula. "Por isso que a gente tem que eleger Lula e não eleger um capacho do Trump, que é o Flávio Bolsonaro", disse.
O anúncio ocorre em meio a outras medidas da campanha petista contra a Meta. Nesta quarta-feira, o senador Camilo Santana (PT-CE), coordenador da campanha de Lula, anunciou que levará denúncias de suposto favorecimento eleitoral à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), à Organização dos Estados Americanos (OEA) e a observadores internacionais.
Em uma ação apresentada pela coligação de Lula no último sábado, 10, o TSE também foi acionado para apurar supostas irregularidades da empresa. O ministro Marco Aurélio Bellizze deu prazo de 24 horas para manifestação do Ministério Público Eleitoral (MPE).
Em resposta a essa ação, a Meta negou as acusações de favorecimento eleitoral. A empresa, contudo, reconheceu um incidente técnico global que prejudicou a contabilização de visualizações de publicações no dia 7 de outubro. A manifestação não trata especificamente do pedido de investigação anunciado por Freixo.