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Café arábica e robusta sobem nesta quarta-feira (14); açúcar também avança e milho registra queda de 2,61%

Café robusta, importante para a produção capixaba de Conilon, alcança R$ 971,18 por saca, enquanto o arábica é cotado a R$ 1.547,28; açúcar tem alta de até 4,15%

Vitória News 14/10/2026 06:45
Café arábica e robusta sobem nesta quarta-feira (14); açúcar também avança e milho registra queda de 2,61%
Imagem criada por IA/VN

O mercado brasileiro de produtos agrícolas inicia esta quarta-feira, 14 de outubro de 2026, com valorização dos cafés arábica e robusta e do açúcar cristal, enquanto o milho apresenta queda nas cotações. Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq), com base nos indicadores apurados na terça-feira (13).

O café arábica registra alta de 1,01%, com a saca de 60 quilos cotada a R$ 1.547,28. Já o café robusta, grupo ao qual pertence o Conilon, principal variedade produzida no Espírito Santo, apresenta valorização de 1,03%, alcançando R$ 971,18 por saca.

No mercado de açúcar cristal, os preços também avançam. Em São Paulo, a saca de 50 quilos é negociada a R$ 123,78, enquanto o indicador de Santos registra R$ 138,51, com valorização diária de 4,15%.

O milho segue em direção contrária, com desvalorização de 2,61% e preço de R$ 65,59 por saca de 60 quilos.

Apesar das altas registradas no café, os indicadores das duas variedades ainda apresentam perdas acumuladas em outubro.

Café arábica se recupera, mas acumula queda no mês

O café arábica apresenta recuperação após os recuos observados nos levantamentos anteriores. A valorização de 1,01% elevou a cotação de R$ 1.531,88, registrada em 9 de outubro, para R$ 1.547,28 na pesquisa mais recente.

No levantamento do dia 8, a saca estava cotada a R$ 1.544,99, depois de registrar R$ 1.566,59 no dia 7 e R$ 1.568,95 no dia 6.

Mesmo com a recuperação, o produto acumula desvalorização de 1,88% em outubro.

Na conversão para a moeda norte-americana, a cotação atual corresponde a US$ 308,10 por saca.

O indicador Cepea/Esalq acompanha o comportamento dos preços do arábica no mercado físico, servindo como referência para produtores, cooperativas, exportadores e demais participantes da cadeia cafeeira.

Café robusta sobe 1,03% e alcança R$ 971,18

O café robusta também apresenta recuperação no levantamento utilizado como referência para esta quarta-feira. A saca de 60 quilos registra valorização de 1,03%, passando de R$ 961,31 para R$ 971,18.

O produto havia apresentado oscilações ao longo dos últimos dias. Em 6 de outubro, a cotação estava em R$ 976,94, recuando para R$ 970,02 no dia 7 e para R$ 955,89 no dia 8.

Após a recuperação registrada em 9 de outubro, o indicador voltou a avançar no levantamento mais recente.

Apesar da valorização diária, o robusta acumula queda de 1,45% no mês. Em dólares, a saca está cotada a US$ 193,38.

O comportamento desse mercado tem especial importância para o Espírito Santo, maior produtor brasileiro de café Conilon, variedade pertencente ao grupo dos robustas.

A cultura representa uma atividade econômica relevante para diversos municípios capixabas, especialmente nas regiões Norte e Noroeste, onde a produção movimenta propriedades rurais, cooperativas, empresas de beneficiamento e exportadoras.

Embora o indicador nacional do robusta seja uma referência para o acompanhamento do mercado, os preços efetivamente pagos aos produtores capixabas podem apresentar diferenças conforme a qualidade, a localização e as condições de negociação.

Arábica e Conilon apresentam características diferentes

O café arábica e o café robusta pertencem a espécies distintas e possuem características próprias de cultivo, sabor e utilização comercial.

O arábica é conhecido por apresentar, de maneira geral, maior suavidade, acidez mais pronunciada e ampla diversidade de aromas, características valorizadas especialmente no mercado de cafés especiais.

Sua produção brasileira está concentrada principalmente em Minas Gerais, além de regiões produtoras de São Paulo, Espírito Santo e outros estados.

O robusta, por sua vez, costuma apresentar maior teor de cafeína, corpo mais intenso e características sensoriais diferentes das encontradas no arábica.

O Conilon, amplamente cultivado no Espírito Santo, pertence à espécie Coffea canephora, a mesma do grupo conhecido comercialmente como robusta.

Essa variedade é utilizada tanto na produção de cafés torrados e moídos quanto na fabricação de café solúvel e na composição de blends.

A diferença entre as cotações das duas espécies está relacionada a fatores como oferta, demanda, qualidade, características dos mercados consumidores e condições de comercialização.

Açúcar cristal registra alta em São Paulo e Santos

O mercado de açúcar cristal apresenta valorização nos dois indicadores acompanhados pelo Cepea/Esalq.

Na capital paulista, a saca de 50 quilos do açúcar cristal branco é negociada a R$ 123,78, após avanço diário de 0,50%.

O produto acumula valorização de 2,20% em outubro.

No levantamento anterior, realizado em 9 de outubro, a cotação era de R$ 123,16. Em 8 de outubro, o indicador registrava R$ 122,60, enquanto nos dias 6 e 7 o preço havia permanecido em R$ 122,58.

Em Santos, no litoral paulista, a valorização foi mais expressiva. O indicador do açúcar cristal na modalidade FOB, que considera a mercadoria nas condições comerciais de embarque e sem determinados tributos, registrou aumento de 4,15%, alcançando R$ 138,51.

No acumulado de outubro, a alta chega a 10,26%.

A cotação anterior era de R$ 132,99, registrada em 9 de outubro, após recuo diário de 0,20%.

Em dólares, os indicadores correspondem a US$ 24,65 por saca na capital paulista e US$ 27,65 em Santos.

Os resultados mostram comportamentos diferentes entre os dois mercados, especialmente na intensidade das valorizações acumuladas ao longo do mês.

Milho cai 2,61% e saca é negociada a R$ 65,59

Diferentemente do café e do açúcar, o milho apresenta desvalorização no levantamento mais recente do Cepea/Esalq.

A saca de 60 quilos registra queda de 2,61%, com preço de R$ 65,59.

Na pesquisa anterior, realizada em 9 de outubro, o produto era negociado a R$ 67,35, após pequena valorização diária de 0,25%.

Nos dias anteriores, as cotações apresentaram oscilações mais moderadas, com registros de R$ 67,18 em 8 de outubro, R$ 67,24 no dia 7 e R$ 67,23 no dia 6.

Com a redução mais recente, o milho acumula desvalorização de 4,49% em outubro.

Em moeda norte-americana, a saca corresponde a US$ 13,06.

O milho é uma das principais matérias-primas utilizadas na fabricação de rações destinadas à alimentação de aves, suínos e bovinos, além de atender à indústria de alimentos e a outras atividades produtivas.

Por sua importância na composição dos custos da alimentação animal, as oscilações do grão são acompanhadas por produtores e empresas ligadas às cadeias de carnes, ovos e leite.

Entretanto, uma redução no preço do milho não significa necessariamente queda imediata nos custos de produção ou nos valores das proteínas animais, já que esses mercados também são influenciados por outros fatores.

Confira as principais cotações desta quarta-feira (14)

Café arábica

Preço da saca de 60 quilos: R$ 1.547,28

Variação diária: alta de 1,01%

Variação acumulada em outubro: queda de 1,88%

Cotação em dólar: US$ 308,10

Café robusta

Preço da saca de 60 quilos: R$ 971,18

Variação diária: alta de 1,03%

Variação acumulada em outubro: queda de 1,45%

Cotação em dólar: US$ 193,38

Açúcar cristal branco – São Paulo

Preço da saca de 50 quilos: R$ 123,78

Variação diária: alta de 0,50%

Variação acumulada em outubro: alta de 2,20%

Cotação em dólar: US$ 24,65

Açúcar cristal – Santos (FOB)

Preço da saca de 50 quilos: R$ 138,51

Variação diária: alta de 4,15%

Variação acumulada em outubro: alta de 10,26%

Cotação em dólar: US$ 27,65

Milho

Preço da saca de 60 quilos: R$ 65,59

Variação diária: queda de 2,61%

Variação acumulada em outubro: queda de 4,49%

Cotação em dólar: US$ 13,06

Entenda as unidades utilizadas nas cotações agrícolas

Os indicadores do mercado agrícola utilizam unidades padronizadas de peso para facilitar a comparação dos preços entre diferentes regiões e períodos.

No caso do café, tanto o arábica quanto o robusta são comercializados com referência à saca de 60 quilos.

O milho também utiliza a saca de 60 quilos como unidade tradicional de negociação no mercado brasileiro.

Já o açúcar cristal é cotado em sacas de 50 quilos, padrão adotado nos indicadores acompanhados pelo Cepea/Esalq.

Esses valores representam referências do mercado físico e podem variar nas negociações efetivas conforme as características do produto, a região de comercialização e as condições contratuais.

Os levantamentos do Cepea/Esalq são utilizados por produtores, cooperativas, comerciantes e indústrias para acompanhar o comportamento dos preços e as tendências dos mercados agrícolas.

Fonte: Cepea/Esalq, com informações do Br61. Cotações de 13 de outubro de 2026, utilizadas como referência para quarta-feira (14).

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