Nova etapa contempla exportadores prejudicados pelo tarifaço dos EUA, negócios ligados ao Golfo Pérsico e setores estratégicos como fertilizantes e minerais críticos
Empresas brasileiras afetadas pelo aumento de tarifas comerciais dos Estados Unidos e pelos impactos dos conflitos no Oriente Médio já podem buscar financiamento na terceira fase do Plano Brasil Soberano.
A nova etapa disponibiliza R$ 22,6 bilhões em crédito para apoiar empresas prejudicadas pelo cenário internacional e também negócios considerados estratégicos para a economia brasileira.
Do total, R$ 13,5 bilhões são provenientes do Tesouro Nacional e R$ 9,1 bilhões correspondem a recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O programa prevê financiamentos para capital de giro, compra de máquinas e equipamentos, inovação e projetos destinados à ampliação ou adaptação da capacidade produtiva.
Quem pode receber os recursos
A terceira fase amplia o número de empresas que podem ter acesso às linhas de financiamento.
Entre as beneficiárias estão exportadoras de bens e seus fornecedores afetados pelo aumento de tarifas imposto pelos Estados Unidos.
Também podem participar empresas pertencentes a setores industriais considerados relevantes para o comércio exterior ou estratégicos para a transição para uma economia de baixo carbono.
Nesse grupo estão atividades ligadas às indústrias têxtil, química, farmacêutica, automotiva, de máquinas e equipamentos, além de segmentos relacionados a fertilizantes e minerais críticos.
Outro grupo contemplado reúne exportadoras e fornecedores que mantêm negócios com países do Golfo Pérsico, incluindo Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Irã, Iraque, Kuwait e Omã.
Empresas precisam atender critérios
Para empresas afetadas pelas tarifas dos Estados Unidos ou pelos conflitos no Oriente Médio, o programa estabelece critérios específicos de elegibilidade.
Entre as exigências está a comprovação de parcela mínima do faturamento vinculada às operações comerciais com os mercados afetados.
As condições variam conforme o perfil da empresa, o tipo de financiamento e a destinação dos recursos.
Juros variam conforme linha de crédito
As taxas previstas para os financiamentos variam de acordo com a modalidade, o porte da empresa e a finalidade do empréstimo.
Os recursos podem ser utilizados para reforço de capital de giro, aquisição de bens de capital, modernização de instalações, inovação tecnológica e ampliação da capacidade produtiva.
A terceira fase dá continuidade ao Plano Brasil Soberano, criado inicialmente para auxiliar empresas brasileiras atingidas pelas barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos.
Posteriormente, o programa foi ampliado para atender também negócios afetados por conflitos internacionais e por mudanças no comércio exterior.
Nova fase amplia alcance do programa
Com a terceira etapa, o governo ampliou o foco do programa para incluir cadeias consideradas estratégicas para o país.
A iniciativa passa a abranger, além das empresas diretamente atingidas pelo cenário internacional, setores relacionados à segurança de insumos e à competitividade da indústria brasileira.
O objetivo é oferecer alternativas de financiamento para que as empresas mantenham atividades, preservem investimentos e busquem novos mercados diante das mudanças no comércio internacional.