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Boi gordo sobe para R$ 378 a arroba; frango e suíno também registram valorização nesta quarta-feira (14)

Indicadores do Cepea apontam alta nas cotações das proteínas animais, com destaque para o avanço da carcaça suína especial e dos preços do suíno vivo em cinco estados

Vitória News 14/10/2026 06:47
Boi gordo sobe para R$ 378 a arroba; frango e suíno também registram valorização nesta quarta-feira (14)
Imagem criada por IA/VN

O mercado brasileiro de proteínas animais inicia esta quarta-feira, 14 de outubro de 2026, com valorização nos preços do boi gordo, do frango congelado, do frango resfriado e dos produtos suínos. Os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq) mostram movimentos positivos nas principais regiões acompanhadas, com destaque para a arroba bovina em São Paulo e para os preços da carne suína.

No mercado paulista, a arroba do boi gordo é negociada a R$ 378,00, após valorização de 0,05% no levantamento mais recente. O indicador acumula alta de 3,76% em outubro, mantendo a trajetória positiva observada nas últimas pesquisas.

O frango congelado e o resfriado também apresentam avanços, enquanto o suíno vivo registra valorização em Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

As cotações utilizadas como referência para esta quarta-feira correspondem aos levantamentos realizados em 13 de outubro.

Boi gordo acumula valorização de 3,76% em outubro

O preço da arroba bovina no estado de São Paulo alcançou R$ 378,00, representando aumento de R$ 0,20 em relação ao indicador anterior, de R$ 377,80, registrado em 9 de outubro.

Nos levantamentos recentes, o boi gordo apresentou uma sequência de valorizações. Em 6 de outubro, a arroba estava cotada a R$ 373,25. No dia seguinte, o indicador avançou para R$ 376,10, chegando a R$ 376,30 em 8 de outubro.

A cotação em moeda norte-americana corresponde a US$ 75,27 por arroba.

O avanço acumulado de 3,76% no mês indica que os preços permanecem acima dos registrados no início de outubro, embora a variação mais recente tenha sido moderada.

O indicador Cepea/Esalq acompanha as negociações de bovinos terminados destinados ao abate, servindo como referência para produtores, frigoríficos e demais participantes da cadeia pecuária.

Frango congelado e resfriado apresentam alta em São Paulo

O mercado de carne de frango também registra valorização nas regiões da Grande São Paulo, São José do Rio Preto e Descalvado.

O frango congelado apresenta preço médio de R$ 8,39 o quilo, após avanço diário de 0,12%. No acumulado de outubro, a valorização chega a 1,08%.

O produto havia permanecido cotado a R$ 8,38 nos levantamentos de 7, 8 e 9 de outubro, depois de registrar R$ 8,32 no dia 6.

Já o frango resfriado é comercializado a R$ 8,41 o quilo, com aumento diário de 0,24% e valorização acumulada de 1,20% no mês.

Na pesquisa anterior, realizada em 9 de outubro, o produto estava cotado a R$ 8,39, após recuo de 0,12%. O resultado mais recente representa uma recuperação em relação àquela cotação.

A diferença entre os preços das duas modalidades é de R$ 0,02 por quilo, com o frango resfriado apresentando valor ligeiramente superior ao congelado.

Carcaça suína especial registra valorização de 5,60%

Entre os produtos de origem animal acompanhados pelo Cepea, a carcaça suína especial apresenta uma das maiores variações informadas no levantamento.

No mercado atacadista da Grande São Paulo, o quilo é negociado a R$ 9,99, após valorização de 5,60%.

O indicador representa o preço de comercialização da carcaça suína no atacado, etapa da cadeia produtiva que envolve a distribuição da carne para os estabelecimentos comerciais.

A alta registrada no levantamento indica aumento do preço de referência do produto no mercado pesquisado. Entretanto, esse movimento não significa necessariamente que o mesmo percentual será repassado imediatamente ao consumidor final.

Os preços praticados no varejo dependem de fatores como custos de transporte, distribuição, armazenamento e estratégias comerciais dos estabelecimentos.

Suíno vivo sobe em cinco estados pesquisados

O suíno vivo também apresenta valorização nas cinco unidades da Federação acompanhadas pelo levantamento do Cepea/Esalq.

Minas Gerais registra o maior preço entre os estados pesquisados, com o quilo do animal negociado a R$ 6,95. A valorização diária é de 4,20%, enquanto a alta acumulada em outubro chega a 13,19%.

No Paraná, o suíno vivo é comercializado a R$ 5,89 o quilo, após avanço de 1,90%. O indicador acumula valorização de 9,68% no mês.

Em Santa Catarina, a cotação chega a R$ 5,82, com aumento diário de 1,75% e ganho mensal de 10,86%.

O Rio Grande do Sul apresenta o menor preço entre os estados pesquisados, com o quilo negociado a R$ 5,75. A variação diária é positiva em 0,35%, enquanto o acumulado de outubro registra alta de 9,11%.

Em São Paulo, o suíno vivo apresenta cotação de R$ 6,63 o quilo, com valorização de 1,22% no levantamento mais recente. No mês, o avanço acumulado é de 14,71%, o maior percentual entre os cinco estados.

As diferenças regionais refletem as condições de comercialização nos mercados acompanhados, com indicadores que consideram modalidades distintas de negociação, como preços postos e valores para retirada dos animais.

Valorização mensal do suíno vivo supera a das demais proteínas

Os dados mostram que o suíno vivo registra altas mensais superiores às observadas no boi gordo e nas duas modalidades de frango pesquisadas.

Enquanto a arroba bovina acumula valorização de 3,76% em outubro, os preços do suíno vivo avançam de 9,11% a 14,71%, dependendo do estado.

No mercado de frango, as altas acumuladas são mais moderadas, ficando próximas de 1%.

O comportamento dos indicadores evidencia diferenças entre os segmentos da pecuária e da indústria de carnes, que possuem condições específicas de produção, comercialização e formação de preços.

Confira as principais cotações desta quarta-feira (14)

Boi gordo – São Paulo

Preço da arroba: R$ 378,00

Variação diária: alta de 0,05%

Variação acumulada em outubro: alta de 3,76%

Cotação em dólar: US$ 75,27

Frango congelado – São Paulo

Preço do quilo: R$ 8,39

Variação diária: alta de 0,12%

Variação acumulada em outubro: alta de 1,08%

Frango resfriado – São Paulo

Preço do quilo: R$ 8,41

Variação diária: alta de 0,24%

Variação acumulada em outubro: alta de 1,20%

Carcaça suína especial – Grande São Paulo

Preço do quilo: R$ 9,99

Variação informada: alta de 5,60%

Suíno vivo – Minas Gerais

Preço do quilo: R$ 6,95

Variação diária: alta de 4,20%

Variação acumulada em outubro: alta de 13,19%

Suíno vivo – Paraná

Preço do quilo: R$ 5,89

Variação diária: alta de 1,90%

Variação acumulada em outubro: alta de 9,68%

Suíno vivo – Rio Grande do Sul

Preço do quilo: R$ 5,75

Variação diária: alta de 0,35%

Variação acumulada em outubro: alta de 9,11%

Suíno vivo – Santa Catarina

Preço do quilo: R$ 5,82

Variação diária: alta de 1,75%

Variação acumulada em outubro: alta de 10,86%

Suíno vivo – São Paulo

Preço do quilo: R$ 6,63

Variação diária: alta de 1,22%

Variação acumulada em outubro: alta de 14,71%

Entenda os indicadores do mercado de carnes

O boi gordo é o animal que atingiu as condições de acabamento e peso exigidas para o abate. No mercado brasileiro, sua cotação é tradicionalmente expressa em arrobas, unidade equivalente a 15 quilos.

Os preços do frango congelado e do resfriado são apresentados por quilo e representam modalidades diferentes de conservação e comercialização da carne.

O frango congelado é submetido a temperaturas que permitem sua conservação por períodos mais longos. Já o resfriado permanece sob refrigeração, com prazo de armazenamento menor.

No setor suíno, os indicadores também possuem características específicas. A carcaça suína especial representa o produto destinado à comercialização no atacado, enquanto o preço do suíno vivo corresponde ao valor do animal antes do abate.

Essas diferenças são importantes para a interpretação das cotações, pois os valores não representam a mesma etapa da cadeia produtiva.

Os indicadores do Cepea/Esalq servem como referência para produtores rurais, frigoríficos, comerciantes e demais agentes do agronegócio, permitindo acompanhar a evolução dos preços e as condições de comercialização das proteínas animais no país.

Fonte: Cepea/Esalq, com informações do Br61. Cotações de 13 de outubro de 2026, utilizadas como referência para quarta-feira (14).

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