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Zeca Dirceu diz que troca de domicílio eleitoral de Rosangela Moro é tapa na cara de eleitor

FolhaPress 08/03/2024 19:08

CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) - O deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR) disse nesta sexta-feira (8) que a nova mudança de domicílio eleitoral da deputada federal Rosangela Moro (União Brasil-SP), revelada pela coluna da Mônica Bergamo nesta quinta-feira (7), é um "tapa na cara" do eleitorado de São Paulo e do Paraná.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Para o petista, a atitude representaria desprezo aos votos obtidos nas urnas e uma burla ao processo eleitoral. Segundo ele, a bancada de São Paulo na Câmara dos Deputados deveria entrar com uma representação na Justiça Eleitoral para que ela "devolva o mandato" à população que a elegeu.

A mudança de domicílio eleitoral foi interpretada no meio político como uma garantia de que, na hipótese de cassação do marido, o senador Sergio Moro (União Brasil-PR), ela estaria em condições legais de participar de uma eleição suplementar no Paraná.

O ex-juiz da Lava Jato será julgado no próximo dia 1º no TRE-PR (Tribunal Regional Eleitoral do Paraná), por suposto abuso de poder econômico no período da pré-campanha ligada ao pleito de 2022. Ele nega ter feito gastos excessivos, mas os autores da ação judicial contra Moro, PT e PL, defendem a cassação do seu mandato.

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O julgamento no TRE deve terminar no final de abril e um provável recurso contra a decisão chegaria no início de maio ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Apesar da indefinição sobre o futuro de Moro, políticos já se articulam de olho na vaga que abriria com a saída do ex-juiz. Entre os interessados na cadeira do Senado, estão o próprio Zeca Dirceu e a deputada federal Gleisi Hoffmann, que já foi senadora pelo Paraná e é presidente nacional do PT.

Questionado pela coluna Painel, da Folha de S.Paulo, sobre a disputa interna, Zeca disse que "acredito e trabalho por um acordo", mas, se não for possível, haverá "uma prévia com filiados votando".

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Outros nomes que já demonstraram disposição em concorrer na virtual eleição suplementar ao Senado são os deputados federais licenciados Ricardo Barros (PP) e Beto Preto (PSD) - ambos ocupando hoje secretarias na gestão Ratinho Junior (PSD)--, o deputado federal Sergio Souza (MDB) e o ex-deputado federal Paulo Martins (PL), que ficou em segundo lugar na disputa ao Senado de 2022 e há um mês também integra a gestão estadual, como assessor especial.

O ex-senador Alvaro Dias (Podemos), que ficou em terceiro lugar na disputa de 2022, disse ao Painel nesta sexta que não está dando entrevistas sobre o tema.

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