Vitória (ES) conquistou o primeiro lugar no Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF) 2025, consolidando-se como a capital brasileira com a administração mais eficiente das contas públicas. Pela primeira vez, a cidade alcançou nota máxima em todos os critérios avaliados: autonomia, controle de gastos com pessoal, liquidez e capacidade de investimento.
O desempenho representa um avanço expressivo em relação ao ranking anterior, quando a capital capixaba ocupava a quarta posição. Com a nova pontuação, Vitória superou São Paulo (SP) e Salvador (BA), cidades que historicamente figuravam entre as líderes do índice.
Segundo especialistas, o resultado reflete medidas de ajuste fiscal, corte de privilégios e maior responsabilidade na aplicação dos recursos municipais.
O que é o IFGF e como funciona
O levantamento é elaborado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e tem como objetivo medir a saúde financeira dos municípios brasileiros. Em 2025, foram analisados dados de 5.129 cidades, que representam mais de 95% da população brasileira.
O IFGF considera quatro indicadores principais:
Autonomia: capacidade de gerar receita própria.
Gastos com pessoal: controle das despesas com servidores.
Liquidez: recursos disponíveis para honrar despesas já comprometidas.
Investimentos: capacidade de direcionar recursos para obras e melhorias.
Com base na pontuação final, os municípios são classificados em quatro faixas: crítica, difícil, boa ou excelente.
Capitais em destaque no IFGF 2025
O ranking nacional trouxe 13 capitais na faixa de excelência, 11 classificadas como “boas” e apenas duas em situação de dificuldade fiscal: Campo Grande (MS) e Cuiabá (MT).
Abaixo, veja as dez capitais mais bem colocadas no IFGF 2025:
| Posição | Capital | IFGF | Destaques nos indicadores |
|---|---|---|---|
| 1º | Vitória (ES) | 1,0000 | Nota máxima em todos os critérios |
| 2º | São Paulo (SP) | 0,9467 | Máximo em Autonomia, Gastos com Pessoal e Investimentos |
| 3º | Salvador (BA) | 0,9460 | Máximo em três indicadores; Liquidez elevada |
| 4º | Aracaju (SE) | 0,9454 | Bom desempenho geral; Liquidez 0,7816 |
| 5º | Belém (PA) | 0,9313 | Destaque em Autonomia, Pessoal e Investimentos |
| 6º | Manaus (AM) | 0,9129 | Máximo em três critérios; Liquidez 0,6516 |
| 7º | Maceió (AL) | 0,8884 | Investimentos e Liquidez no máximo; Autonomia baixa |
| 8º | Natal (RN) | 0,8694 | Máximo em Autonomia e Pessoal; Liquidez 0,9269 |
| 9º | Recife (PE) | 0,8687 | Autonomia 1,0000 e Investimentos 0,9463 |
| 10º | Curitiba (PR) | 0,8499 | Máximo em três indicadores; Investimentos baixos |
Panorama nacional da gestão fiscal
A média nacional das capitais foi de 0,788, próxima à faixa de excelência, o que demonstra um cenário de maior solidez fiscal no país. Contudo, persistem desigualdades regionais significativas.
Apesar da melhora registrada em 2025, 36% dos municípios brasileiros, que reúnem cerca de 46 milhões de habitantes, continuam enfrentando condições fiscais difíceis ou críticas.
Vitória como referência em administração pública
Com o resultado, Vitória não apenas se projeta no cenário nacional como referência em eficiência administrativa, mas também reforça sua imagem de capital com gestão fiscal equilibrada, investimentos estratégicos e planejamento responsável.
Esse desempenho deve impactar diretamente a capacidade da cidade de atrair novos investimentos, ampliar serviços públicos e fortalecer políticas sociais, consolidando a capital capixaba como exemplo de boa governança no Brasil.
Fonte: Br61