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Vitória cria programa para revitalizar Centro e prevê R$ 6 bilhões em investimentos

Vitória News 21/07/2026 10:38
Vitória cria programa para revitalizar Centro e prevê R$ 6 bilhões em investimentos
Foto: jansen Lube/PMV

ReAC simplifica licenciamentos, incentiva novas moradias e restauração de imóveis, além de projetar a chegada de até 27,5 mil moradores à região central

Senac 16 de julho — Capa (rail)

A Prefeitura de Vitória instituiu o Programa de Reabilitação da Área Central, o ReAC, com medidas destinadas a estimular a ocupação residencial, recuperar imóveis, atrair empresas e ampliar os investimentos no Centro da capital.

Criado pelo Decreto Municipal nº 27.034, o programa será aplicado na Zona Especial de Interesse Urbanístico 1, que engloba o Centro Histórico. A estimativa do município é mobilizar mais de R$ 6 bilhões em investimentos privados e atrair até 27,5 mil novos moradores.

A administração municipal também projeta a construção ou requalificação de 8 mil a 11 mil moradias, incluindo unidades destinadas à população de menor renda.

Licenciamento simplificado

Uma das principais mudanças previstas é a simplificação do licenciamento para novos edifícios em terrenos vazios, reformas, recuperação de construções antigas e projetos de Habitação de Interesse Social.

Os empreendimentos enquadrados no programa passarão a contar com procedimento eletrônico baseado na responsabilidade técnica dos profissionais envolvidos.

Para a emissão do alvará de execução, deverão ser apresentados documentos simplificados, como a planta de situação e o quadro de áreas do empreendimento.

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Incentivo à recuperação de imóveis históricos

O ReAC também amplia o uso da Transferência do Potencial Construtivo, mecanismo que permite transformar o potencial de construção de um imóvel preservado em um certificado negociável.

O proprietário que investir na restauração de um imóvel histórico poderá converter integralmente esse potencial em crédito e vendê-lo a terceiros para utilização em outras regiões autorizadas.

A medida pretende ajudar no financiamento das obras de recuperação de imóveis protegidos e estimular a preservação do patrimônio arquitetônico do Centro.

Moradia para diferentes faixas de renda

Os projetos de Habitação de Interesse Social terão acesso às facilidades de licenciamento e aos demais incentivos previstos no programa.

Segundo a Prefeitura, a intenção é aumentar a população residente sem afastar os atuais moradores de baixa renda, promovendo uma ocupação com diferentes perfis socioeconômicos.

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A estratégia busca aproximar moradia, trabalho, comércio, serviços, cultura e lazer em uma área que já possui infraestrutura urbana consolidada.

Imóveis abandonados poderão ser arrecadados

O decreto também prevê atuação prioritária contra propriedades abandonadas ou que não cumpram sua função social.

Imóveis privados degradados e sem ocupação poderão ser arrecadados provisoriamente pelo município. Após a medida, o proprietário terá prazo de três anos para manifestar interesse e adotar providências para conservar o bem.

Sem regularização durante esse período, o imóvel poderá ser incorporado definitivamente ao patrimônio público.

O programa prevê ainda a aplicação do Parcelamento, Edificação ou Utilização Compulsórios e do IPTU Progressivo no Tempo, instrumentos que aumentam gradualmente as obrigações e a tributação sobre propriedades urbanas subutilizadas.

Proteção aos monumentos históricos

O ReAC regulamenta os Perímetros de Proteção de Vizinhança de Bem Tombado, destinados a preservar a visibilidade e a integração dos monumentos com a paisagem urbana.

Estudos técnicos definirão regras para novas construções próximas aos bens protegidos, incluindo limites de altura e índices de ocupação.

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A proposta é permitir novos empreendimentos sem comprometer a paisagem e as características históricas da região.

Gabinete acompanhará projetos

O decreto também cria o Gabinete de Inteligência e Transformação Territorial, vinculado à Secretaria de Desenvolvimento da Cidade e Habitação.

A estrutura ficará responsável por coordenar os processos de licenciamento, acompanhar os resultados do programa e integrar as ações realizadas pelo poder público e pela iniciativa privada.

Centro perdeu moradores nas últimas décadas

Segundo a Prefeitura, a região central já concentrou cerca de 30% da população de Vitória, mas atualmente abriga aproximadamente 10% dos habitantes da capital.

A redução da população residente contribuiu para o aumento do número de edifícios vazios e para a subutilização de serviços e estruturas urbanas já existentes.

Com o ReAC, o município pretende iniciar um novo ciclo de ocupação do Centro, ampliando a oferta de moradias, recuperando imóveis históricos e fortalecendo as atividades econômicas e culturais da região.

Fonte: Prefeitura de Vitória

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