Quarta-feira, 16 de Setembro de 2026 | 12h36m
Vitória News — Um jornal de verdade
Política

TSE pede vista em julgamento que já tem dois votos para cassar mandato de Cláudio Castro

Estadão Conteúdo 11/03/2026 07:59

O ministro Kássio Nunes Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pediu vista e suspendeu o julgamento que pode resultar na cassação do mandato do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL). O julgamento será retomado no dia 24 de março. Até o momento, o placar está em 2 a 0 pela condenação do governador por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Segundo a acusação, a Fundação Ceperj (Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos) e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) teriam sido utilizadas para a contratação de cabos eleitorais com recursos do governo estadual durante a campanha.

Também são alvos o presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil-RJ), e o ex-vice-governador Thiago Pampolha (MDB), que deixou o cargo para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ). Em caso de condenação, os envolvidos podem perder os mandatos e ficar inelegíveis até 2030.

Bacellar e Pampolha são acusados de participação direta no esquema de contratação irregular de dezenas de milhares de servidores temporários na Ceperj e na Uerj durante a campanha de 2022.

SESC PICASSO

O envolvimento de Bacellar, descoberto durante as investigações de sua ligação com Comando Vermelho (CV), teria viabilizado as contratações por meio de sua influência sobre o Executivo estadual, enquanto Pampolha, que era vice-governador à época, renunciou ao cargo em 2025 para assumir uma vaga no TCE-RJ antes do desfecho do julgamento.

O processo reúne dois recursos do Ministério Público Eleitoral (MPE) contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) que absolveu Castro e os demais acusados por 4 votos a 3, em 2024.

Na sessão desta terça-feira, 10, votou apenas o ministro Antonio Carlos Ferreira, que havia pedido vista em novembro. Ele acompanhou a relatora, Isabel Gallotti, que votou em novembro do ano passado pela cassação de Castro.

CONTADOR - BONUS

Ele viu participação direta dos acusados no esquema de contratação de "dezenas de milhares de servidores temporários sem amparo legal". Para Ferreira, a conduta "é inegavelmente abusiva, com indubitável gravidade e finalidade eleitoral, notadamente ao se considerar o período quando as descentralizações ocorreram, tudo com vista a legitimar a perpetuação do poder".

"O aspecto quantitativo está presente no número de beneficiários diretos, cerca de 30 mil pessoas, e indiretos incontáveis, bem como o montante multimilionário de recursos envolvidos no esquema, o qual ultrapassou e muito o teto de gastos de candidaturas fixado para as eleições de 2022", destacou.

Compartilhe esta notícia
Anuncio - Raimundo - Bonus

Notícias Relacionadas