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Trump diz que China e EUA fizeram reunião nesta quinta-feira (24)

FolhaPress 24/04/2025 14:27

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente americano, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (24) que houve uma reunião entre os Estados Unidos e a China durante a manhã. O suposto encontro ocorre na sequência de falas mais brandas do governo americano sobre a guerra tarifária.

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Na quarta-feira (23), Trump já havia falado que havia a possibilidade de um acordo comercial "justo" com a China e que "tudo está ativo" nas negociações envolvendo os países. Ele disse a jornalistas que seu país obterá um "acordo justo com a China". Perguntado se tem mantido conversações com Pequim, o presidente republicano respondeu que "tudo está ativo".

Nesta quinta, entretanto, dois ministérios chineses negaram que Pequim esteja em negociações com Washington sobre tarifas.

"São informações falsas", afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun, em reação a uma pergunta sobre as "constantes notícias do lado americano" sobre negociações e até sobre acordo já fechado. "China e Estados Unidos não se consultaram nem negociaram sobre a questão tarifária, menos ainda alcançaram um acordo".

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Nesta semana, Trump já havia declarado que "não jogaria duro" com a China nas eventuais negociações e que reduziria "substancialmente" as tarifas.

O mesmo foi dito por Scott Bessent, secretário do Tesouro americano, que avaliou que as taxas adotadas pelos dois países devem diminuir como pré-requisito para qualquer negociação. "Não acho que nenhuma das partes considere sustentáveis os níveis tarifários atuais, portanto não me surpreenderia que fossem reduzidos de forma mútua", afirmou.

"Isto equivale a um embargo, e uma ruptura comercial entre os dois países não beneficia ninguém", disse Bessent.

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Ele insistiu em que "é possível uma desescalada de ambas as partes", mas não deu uma data, nem um prazo para os diálogos bilaterais.

A fala reforça comentários de Bessent em uma conferência do JPMorgan na terça-feira (22), onde alertou que a guerra comercial EUA-China "é insustentável".

Quando perguntado se os EUA fariam uma oferta unilateral para desescalar as tensões comerciais com a China, Bessent respondeu: "De modo algum".

Nesta quarta, o jornal The Wall Street Journal informou que Trump estava considerando cortar unilateralmente as tarifas sobre a China.

Citando autoridade anônima, o jornal publicou que o presidente avalia reduzir para de 50% a 60% as tarifas sobre produtos chineses, no momento em pelo menos 145%.

O Financial Times também publicou que Trump planeja poupar montadoras de parte das tarifas sobre peças importadas da China.

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As tensões comerciais entre as duas maiores economias do mundo dispararam após o aumento das tarifas às importações procedentes da China este ano, com 145% adicionais sobre muitos produtos devido a práticas que Washington considera injustas, entre outros problemas.

Pequim, por sua vez, reagiu com novas tarifas alfandegárias de 125% sobre os produtos americanos.

Donald Trump impôs tarifas alfandegárias a todos os parceiros comerciais dos Estados Unidos no começo de abril, particularmente da Europa e da Ásia, provocando uma tempestade nos mercados mundiais.

Uma semana depois, reduziu-as para o mínimo universal de 10%, exceto para a China.

Também seguem vigentes as tarifas ao aço, ao alumínio e aos automóveis. O presidente republicano avalia isenções para peças soltas a fim de atenuar a pressão tarifária sobre os fabricantes americanos.

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