O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atacou hoje, em publicação no Truth Social, o ex-governador democrata da Carolina do Norte Roy Cooper, a quem chamou de "radical de esquerda" e "fraude total". Trump alegou que Cooper libertou "83 assassinos" de prisões no Estado - incluindo 51 que cumpriam prisão perpétua - e afirmou que, após a soltura, eles teriam cometido "25 assassinatos".
Na postagem, Trump disse que a motivação para as liberações teria sido evitar que presos contraíssem covid-19 nas unidades prisionais. O presidente citou o caso de um "reincidente violento", DeCarlos Brown Jr., que, segundo ele, foi colocado nas ruas após liberação atribuída a Cooper e teria assassinado Iryna Zarutska em um trem, em crime que Trump afirmou ter sido registrado por câmeras de segurança.
Trump comparou o episódio ao caso do "Willie Horton", associado à campanha presidencial de 1988, afirmando que a decisão do então governador de Massachusetts Michael Dukakis de conceder saída a um condenado por homicídio teria levado a novos crimes e contribuído para sua derrota eleitoral. Segundo Trump, Cooper "desonrou" a Carolina do Norte e "se desqualificou" para cargo público.
Ao final, Trump declarou apoio ao republicano Michael Whatley para o Senado, pedindo votos no Estado e afirmando que ele tem seu "endosso completo e total".
A publicação ocorre em meio à disputa eleitoral na Carolina do Norte, onde os democratas aparecem em vantagem no Estado, segundo as últimas pesquisas, em especial na corrida para o Senado, em que Cooper enfrenta Whatley para a vaga que será aberta com a aposentadoria do senador Thom Tillis (republicano).
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