O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (data) nas redes sociais um ataque militar contra três usinas nucleares iranianas: Fordow, Natanz e Esfahan. Segundo Trump, os bombardeios foram realizados por forças armadas norte-americanas que já teriam deixado o espaço aéreo do Irã. O principal alvo do ataque teria sido a usina de Fordow, considerada estratégica no programa nuclear iraniano.
“Parabéns aos nossos grandes guerreiros americanos. Não há outro exército no mundo que pudesse ter feito isso. Agora é a hora de paz!”, declarou Trump, classificando a operação como um “grande sucesso”.
Horas antes do anúncio, as Forças Armadas do Iêmen emitiram um alerta ameaçando atacar embarcações militares e comerciais dos Estados Unidos que trafeguem pelo Mar Vermelho, caso Washington decida se envolver diretamente no conflito entre Israel e Irã.
O porta-voz do Exército do Iêmen, Yanya Saree, publicou em suas redes sociais que as forças do país estão em prontidão para agir contra qualquer navio americano que considere hostil na região. “Se os americanos estiverem envolvidos com o inimigo israelense em um ataque contra o Irã, as Forças Armadas do Iêmen atacarão seus barcos e navios de guerra no Mar Vermelho. Estamos monitorando todas as ações na região, incluindo movimentos hostis contra nosso país”, afirmou Saree.
Além disso, a agência Reuters informou que bombardeiros B-2, aviões stealth capazes de penetrar em bunkers subterrâneos, foram deslocados para a base americana na Ilha de Guam, no Pacífico, em reforço às operações militares, conforme fontes americanas ouvidas pela agência.
O atual aumento da tensão teve início no último dia 13, quando Israel lançou um ataque surpresa contra o Irã, acusando o país de estar próximo de desenvolver armas nucleares. O ataque marcou uma escalada significativa no conflito que envolve diversos países do Oriente Médio.
O governo iraniano nega a acusação, afirmando que seu programa nuclear tem exclusivamente fins pacíficos. O Irã reforça que estava em negociação com os Estados Unidos para garantir o cumprimento do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP), do qual é signatário.
Por sua vez, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) vem alertando que o Irã não cumpriu integralmente suas obrigações, ainda que não tenha apresentado provas conclusivas de que o país esteja desenvolvendo uma bomba atômica. O Irã acusa a agência de atuar politicamente, sob influência de potências ocidentais como EUA, França e Reino Unido, todas aliadas de Israel no conflito atual.
Em março, o setor de Inteligência dos Estados Unidos divulgou relatório afirmando que o Irã não estava construindo armas nucleares. Contudo, essa avaliação foi contestada pelo próprio presidente Trump, que recentemente reforçou a suspeita de atividades nucleares ilegais no país.
Embora o Irã negue o desenvolvimento de armamentos nucleares, diversas fontes internacionais indicam que o país mantém, desde a década de 1950, um programa nuclear secreto. Estimativas sugerem que o Irã pode ter desenvolvido pelo menos 90 ogivas nucleares ao longo das últimas décadas, gerando preocupação global sobre a estabilidade regional.
A escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Irã, Israel e aliados na região pode ter implicações diretas para a segurança internacional e para o comércio mundial, especialmente em rotas marítimas estratégicas como o Mar Vermelho. Acompanhe os desdobramentos e as análises dos especialistas em nossa cobertura completa.