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Tarcísio é meu irmão, diz Bolsonaro sobre afagos entre governador e Lula

FolhaPress 05/02/2024 07:30

VILA HISTÓRICA DE MAMBUCABA, RJ (FOLHAPRESS) - O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) comentou a recente troca de afagos entre o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), seu aliado, e o presidente Lula (PT), seu principal opositor.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

"Tarcísio é meu irmão", se limitou a dizer, afirmando que não tinha mais nenhuma declaração política a fazer sobre o evento de sexta-feira (2) em que Lula e Tarcísio formalizaram a parceria na construção do túnel entre Santos e Guarujá e celebraram disposição para trabalhar juntos em projetos estratégicos para o estado.

A lacônica frase de Bolsonaro foi dada em resposta a uma pergunta da reportagem feita após ele receber apoiadores em sua casa de praia na Vila Histórica de Mambucaba, em Angra dos Reis (RJ), no sábado (3).

Apesar disso, o ex-presidente não deixou de aproveitar o assunto para criticar o adversário.

SESC PICASSO

"Mandaram para mim uma declaração do [Guilherme] Boulos de que se bobear o Lula até filia o Tarcísio no PT. Eu ia ficar com receio é se ele tivesse dito que o Lula iria roubar o Tarcísio para o PT, porque disso [roubar] ele entende bem."

Bolsonaro disse ainda que Tarcísio é reconhecido até pelos adversários como um bom gestor e que sua atitude difere da que, segundo ele, os governadores petistas tiveram enquanto ele ocupava a Presidência da República, de 2019 a 2022.

Segundo Bolsonaro, à exceção de uma ligação recebida de Camilo Santana (Ceará), nenhum outro governador petista quis conversar com ele no período.

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No evento de sexta, Tarcísio disse que era preciso celebrar os acordos recentes entre governo federal e governo paulista, como a construção da obra no litoral. "O que importa é enxergar o interesse público", disse o governador, que foi aplaudido ao ser anunciado, mas também ouviu algumas vaias e xingamentos.

"Vamos deixar esse legado trabalhando juntos. Muito obrigado pela parceria, presidente Lula."

Lula falou em seguida e saiu em defesa de Tarcísio. Disse que é preciso restaurar a "normalidade" política para que ele e o governador possam atuar em conjunto em programas para o estado, com "respeito às diferenças" dentro da democracia.

"O governador merece ser tratado com muito respeito nas atividades públicas que nós fazemos", afirmou. "Parabéns pela relação democrática entre Brasil e São Paulo", completou Lula ao final de sua fala.

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Bolsonaro tem assistido a desgaste de aliados que, nas redes sociais, são criticados por declarações, recentes ou antigas de apoio a Lula.

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, por exemplo, teve que se explicar nas redes e ao ex-presidente após começar a circular na internet vídeo editado de uma entrevista de dezembro em que ele, Valdemar, elogiava Lula, afirmando que o atual mandatário tem prestígio e popularidade.

Bolsonaro reagiu e falou em "implosão do partido" com "declaração absurda" de "pessoa do partido"

"Essa semana tive um problema sério, não vou falar com quem. Se continuar assim, vai implodir o partido. Pessoa do partido dando declaração absurda, como 'o Lula é extremamente popular'. Manda ele tomar um [cachaça] 51 ali na esquina. [Lula] Não vem", afirmou à época a apoiadores.

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