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Tarcísio afirma que falta ao governo federal exercício de contenção de gasto e 'enxugar mais'

Estadão Conteúdo 18/08/2026 18:39

O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta terça-feira, 18, que falta ao governo federal conter despesas e "enxugar mais" a estrutura do Estado. A declaração foi feita durante uma avaliação da reforma tributária capitaneada pelo Ministério da Fazenda na gestão de Fernando Haddad (PT), hoje seu principal adversário na disputa pelo governo paulista.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

"Falta o exercício de contenção de gasto. Vamos apenas raciocinar pela receita? Vamos ampliar a receita e operar com o maior IVA? Não", declarou durante a plenária de encerramento da 27ª Conferência Anual Santander, no Grand Hyatt Hotel, na capital paulista.

Tarcísio defendeu que a redução das despesas permita a adoção de uma alíquota menor para o Imposto sobre Valor Agregado (IVA), que substituirá tributos sobre o consumo. "Está na hora de o Estado brasileiro fazer o seu exercício, de enxugar mais, para que possamos operar com um imposto mais baixo", afirmou.

SESC PICASSO

Ainda assim, ele fez uma ressalva e avaliou que a reforma tributária é positiva para São Paulo por reduzir os efeitos da "guerra fiscal" entre os Estados. Segundo Tarcísio, o governo paulista perdeu receitas ao longo dos anos com a concessão de créditos outorgados, reduções da base de cálculo e outros benefícios destinados a preservar a competitividade.

Na avaliação do governador, o fim gradual desses incentivos permitirá que as empresas considerem fatores como infraestrutura, oferta de energia, capital humano e proximidade do mercado consumidor ao escolher onde investir. Ele salientou que esse movimento tende a favorecer o Estado e decisões empresariais locais.

Tarcísio ponderou, contudo, que a reforma "está longe de ser um produto pronto" e criticou o número de benefícios e exceções incorporados ao novo sistema. "Muita coisa foi discutida de forma açodada, e nos preocupa qual será o tamanho do IVA que vamos ter. Não é razoável operar com o maior IVA do mundo", disse.

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