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'Supremo deve dar o exemplo', diz presidente do STM sobre código de ética para ministros

FolhaPress 15/12/2025 17:31

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A presidente do STM (Superior Tribunal Militar), Maria Elizabeth Rocha, defendeu nesta segunda-feira (15) o código de ética para magistrados que tem sido proposto pelo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Ela afirmou, ainda, entender que as normas de um eventual código deveriam ser válidas, também, para os ministros do próprio STF.

"É importante que o Supremo dê o exemplo. O Supremo é que tem que dar o exemplo para toda a magistratura que está abaixo dela", disse Maria Elizabeth a jornalistas na sede do STM.

Segundo a ministra, Fachin já tratou do tema com os presidentes de tribunais superiores --além dela, Herman Benjamin, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, do TST (Tribunal Superior do Trabalho), e Cármen Lúcia, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

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Todos eles, diz a ministra, são favoráveis às medidas. "É preciso que haja clareza nas atitudes e no comportamento da magistratura, sobretudo da magistratura superior. Quando o cidadão bate nas portas do Judiciário, o Estado falhou em tudo com ele, então o Judiciário não pode falhar", disse Maria Elizabeth.

"É importante que tenha um código ético que deixe bem claro qual a conduta que nós devemos adotar no exercício da profissão. Não é uma questão de nós sermos os vestais da democracia ou os vestais da pureza, é de nós honrarmos a toga que vestimos e a profissão que nós abraçamos", afirmou.

"Isso não é moralismo barato, isso é um imperativo cívico, um imperativo da República."

Para a presidente do STM, a norma poderia ser aprovada no CNJ (Conselho Nacional de Justiça), órgão fiscalizador ao qual o Supremo não se submete, mas que seria importante a adesão o tribunal mais importante do país ao texto.

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Fachin tem apostado no fortalecimento de um debate público sobre transparência para tentar reduzir resistências internas e convencer os demais ministros a aprovarem um código de ética na corte.

O modelo que serve como inspiração para o código que Fachin deseja aprovar no Supremo é o da Alemanha, que privilegia a transparência. O ministro deu preferência a ela em detrimento de outros códigos europeus que dão ênfase às proibições, segundo pessoas que acompanham as discussões sobre o tema.

Esse enfoque ajuda a evitar que ministros insatisfeitos critiquem a iniciativa de forma pública.

Ainda assim, de forma reservada, a ideia de um código de conduta provocou queixas de integrantes do Supremo, que viram a medida como uma exposição desnecessária dos ministros em um momento de reação do Congresso Nacional contra o Judiciário.

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O plano de criar uma espécie de código de ética no Supremo vem desde o início da gestão do ministro na corte, iniciada no final de setembro. Mesmo antes, ele já vinha discutido o tema com acadêmicos do direito.

A ideia de um código de ética ganhou destaque após a viagem do ministro Dias Toffoli a Lima, no Peru, durante a final da Taça Libertadores, em um jato particular ao lado de um dos advogados envolvidos no caso Master, cujas investigações estão sob a supervisão do magistrado.

Seminários e fóruns feitos no Brasil e no exterior também se tornam alvo frequente de questionamentos, tanto sobre o financiamento dos eventos quanto pela participação de ministros ao lado de políticos, empresários e pessoas eventualmente interessadas em processos na corte.

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