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Política

Supremo condena Braga Netto a 26 anos de prisão por participação em trama golpista

Vitória News 11/09/2025 20:33

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, nesta quinta-feira (11), o general da reserva Walter Braga Netto a 26 anos de prisão em regime fechado por participação na chamada trama golpista. O julgamento, que faz parte da ação penal contra oito réus envolvidos no plano, marcou a fase de dosimetria das penas.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Braga Netto, que integrou a chapa presidencial de Jair Bolsonaro em 2022 como candidato a vice, já está preso desde dezembro de 2024, acusado de obstruir as investigações sobre a tentativa de golpe destinada a impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Crimes apontados pelo STF

Por 4 votos a 1, os ministros do STF condenaram os acusados por uma série de crimes graves:

Crime Descrição
Organização criminosa armada Atuação estruturada de militares e aliados para executar o plano golpista
Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito Ação voltada a impedir a posse legítima de Lula
Golpe de Estado Conspiração para tomada do poder de forma inconstitucional
Dano qualificado Depredação com violência e grave ameaça
Deterioração de patrimônio tombado Destruição de bens protegidos por lei

O plano “Copa 2022” e as acusações

SESC PICASSO

A Procuradoria-Geral da República (PGR) atribuiu a Braga Netto papel direto na elaboração do plano denominado Copa 2022, uma operação clandestina supostamente liderada por militares conhecidos como “kids-pretos”. O planejamento previa ações de sequestro e até homicídio do ministro Alexandre de Moraes, relator de processos ligados aos atos antidemocráticos.

Em depoimento de delação premiada, Mauro Cid — ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, também réu e delator — afirmou que Braga Netto entregou dinheiro em espécie dentro de uma sacola de vinho para financiar as atividades golpistas.

Condenação e impactos políticos

A condenação de Braga Netto marca um dos episódios mais contundentes da responsabilização judicial de militares e aliados políticos envolvidos nas tentativas de ruptura institucional. A decisão também reforça a linha dura do STF contra práticas golpistas e ações que ameacem o Estado Democrático de Direito.

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Especialistas avaliam que a sentença terá forte repercussão política, ampliando a pressão sobre outros réus e sobre o próprio Jair Bolsonaro, investigado em diferentes frentes relacionadas ao caso.

Próximos desdobramentos

Com a definição da pena, Braga Netto deve seguir em regime fechado, sem direito a progressão imediata. Outros réus aguardam a conclusão da dosimetria para terem suas penas fixadas.

O caso segue como um divisor de águas no enfrentamento às ameaças à democracia brasileira, abrindo espaço para debates sobre os limites da participação de militares na política e a necessidade de reforçar mecanismos de proteção institucional.

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