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STF valida delação de Cid e confirma competência da Primeira Turma para julgar caso

Vitória News 26/03/2025 07:55

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou nesta terça-feira (25) a tentativa de anulação da delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os depoimentos de Cid, um dos personagens-chave da investigação sobre a tentativa de golpe de Estado durante o governo Bolsonaro, foram fundamentais para o andamento da apuração.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

A decisão foi tomada durante o julgamento de questões preliminares levantadas pelas defesas de oito dos 34 denunciados por envolvimento na trama golpista, incluindo o ex-presidente e o general Braga Netto. A questão principal em debate era a validade da colaboração de Mauro Cid, que foi crucial para as investigações do caso.

Rejeição das alegações de coerção

Os advogados de defesa do ex-presidente e outros acusados alegaram que Cid teria sido coagido pela Polícia Federal e pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, a fazer as declarações incriminatórias. Segundo os defensores, o tenente-coronel, preso durante as investigações, não teria agido de forma voluntária ao fornecer informações sobre Bolsonaro e outros denunciados.

No entanto, por unanimidade, os ministros da Primeira Turma seguiram o voto de Moraes e decidiram validar o acordo de delação premiada de Cid. O ministro relator do caso afirmou que Mauro Cid foi questionado sobre a voluntariedade de sua colaboração, e o tenente-coronel confirmou, na presença de seus advogados, que a delação foi feita de forma livre e sem qualquer pressão. "O colaborador, na presença de seus advogados, reiterou a voluntariedade e regularidade da delação premiada", afirmou Moraes durante o julgamento.

SESC PICASSO

Decisão sobre a competência e o andamento do caso

Além da validação da delação, a Primeira Turma também analisou outras questões processuais importantes. Entre elas, a turma rejeitou o pedido de impedimento dos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin para julgarem o caso. Outra decisão importante foi o reconhecimento da competência da Primeira Turma, e não do Plenário, para julgar a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o núcleo central dos acusados.

Após a conclusão das questões preliminares, a sessão foi suspensa e será retomada nesta quarta-feira (26). Na continuidade do julgamento, os ministros decidirão se o ex-presidente Bolsonaro e os outros denunciados serão formalmente processados e se tornarão réus no caso.

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Implicações e próximos passos

A decisão de hoje tem grande impacto no andamento da investigação sobre a tentativa de golpe de Estado, um dos casos mais relevantes da política brasileira recente. A validação da delação de Cid e a confirmação da competência da Primeira Turma indicam que o STF seguirá com o processo de maneira robusta, enfrentando os desafios legais e processuais apresentados pelas defesas.

Enquanto isso, a atenção continua voltada para os desdobramentos do caso, especialmente em relação à responsabilidade de Bolsonaro e dos outros envolvidos. O cenário político deve continuar sendo marcado por novas repercussões e debates jurídicos nos próximos dias.

Fonte: ABr
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