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STF retoma atividades com desagravo a Moraes e menções a trama golpista

FolhaPress 01/08/2025 11:20

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal), retomou as atividades da corte nesta sexta-feira (1º) com um desagravo ao ministro Alexandre de Moraes, alvo de sanções do governo Donald Trump.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Ele afirmou que a atuação da corte preservou a democracia e que o processo da trama golpista de 2022 apura crimes diversos contra o Estado Democrático de Direito e é conduzido com o devido processo legal e transparência.

O presidente da corte fez um discurso na reabertura dos trabalhos para o semestre. Esta é a primeira manifestação do magistrado depois de o governo Donald Trump anunciar sanções financeiras contra ele na última quarta (30). O STF havia, antes, publicado uma nota em nome da corte em defesa da autonomia da Justiça brasileira.

"O nosso papel é de impedir a volta ao passado", disse Barroso, citando ataques às instituições desde 2019, primeiro ano do governo de Jair Bolsonaro (PL).

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"As ações penais têm sido conduzidas com o devido processo legal, transparência, sessões públicas acompanhadas por advogados, pela imprensa. Há nos autos confissões, audição, vídeos, textos e outras provas. A marca do Judiciário, do primeiro grau ao STF é a independência e imparcial atuação", afirmou.

A expectativa é que Alexandre de Moraes também se manifeste. A esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes também acompanha a sessão.

Os ministros Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli não estão plenário.

Na noite desta quinta (31), Moraes esteve no Palácio da Alvorada depois de convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O convite foi feito para uma conversa informal entre eles. Estiveram presentes, além de Moraes, o presidente da corte, Luís Roberto Barroso, os ministros Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Luiz Edson Fachin, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, o advogado-geral da União, Jorge Messias, e procurador-geral da República, Paulo Gonet.

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Todos os ministros do STF foram convidados.

Como mostrou a Folha de S.Paulo, Moraes informou ao governo Lula que descarta, por ora, uma ação em sua defesa nos EUA. O magistrado afirmou, segundo relatos, que, neste momento, não pretende levar adiante um processo em solo americano.

Por determinação de Lula e por sugestão de ministros do STF, a AGU (Advocacia-Geral da União) representaria Moraes diante da Justiça dos Estados Unidos para questionar a sanção. O uso da estrutura da AGU em favor de Moraes tinha sido sacramentado após encontro fora da agenda de Lula com ministros do Supremo na noite de quarta (30).

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As sanções anunciadas por Trump serão feitas por meio da chamada Lei Magnitsky, destinada a tratar de graves violações aos direitos humanos. A medida foi publicada em site do Tesouro americano, que registrou a inclusão do ministro sob uma sanção da Ofac, Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros, que pertence ao Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.

Por meio dessa decisão, Trump determina o congelamento de qualquer bem ou ativo que Moraes tenha nos Estados Unidos, e também pode proibir entidades financeiras americanas de fazerem operações em dólares com uma pessoa sancionada. Isso inclui as bandeiras de cartões de crédito Mastercard e Visa, por exemplo.

Antes, em 18 de julho, o americano anunciou também a proibição da entrada no país de Moraes, de parentes, e de "seus aliados" na corte. As punições ocorrem após o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) ter feito um périplo por Washington em busca de punições ao ministro do STF nos últimos meses.

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